segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Crémant d'Alsace Appellation Alsace Controlée

O Crémant d'Alsace é um espumante elaborado da mesma forma que as champagnes, só que na região da Alsace. As variedades utilizadas são: Pinot Blanc, Pinot Gris, Pinot Noir, Riesling e Chardonnay.
O nome Crémant também é utilizado para os espumantes da Borgonha, Loire, Bordeaux e outras regiões francesas, como o Crémant de Limoux do Roussillon.
Na Alsace o processo é sempre o Champenoise, método tradicional de segunda fermentação em garrafa (durante a segunda fermentação, com o vinho na garrafa, o produtor acrescenta a levedura e o açúcar, que produzem o gás carbônico que forma as bolhas enquanto o açúcar se transforma em álcool).
O Crémant d'Alsace é tradicionalmente delicado e leve.
A temperatura ideal de serviço é 7°C.
Appellation: Crémant d'Alsace Appellation Alsace Controlée
Villages: Barr, Bennwihr, Eguisheim. Ingersheim, Riquewihr, Wintzenheim, etc
Produção: 15 milhões de garrafas
Variedades: principalmente Pinot Blanc, mas também Pinot Gris, Pinot Noir et Chardonnay
Tipo de vinho: Branco espumante e em menor quantidade Rosé espumante
Guarda: até 5 anos
Boas safras: 2005 e 2007
Aromas: Frutas Vermelhas, Abricó e Amêndoas
Harmoniza bem com sobremesas e com o queijo Langres

Feira Biô Em Montpelier, França


A Millésime Bio foi criada em 1993 por alguns viticultores do Languedoc-Roussillon para tornar seus vinhos de agricultura biológica mais conhecidos, além de apresentar a nova safra ao mercado.
O evento cresceu bastante mas a simpatia dos expositores continua a mesma.
A feira sempre acontece no mês de Janeiro, reunindo um grupo bastante representativo de produtores de vinhos biô.
400 produtos diferentes, de grandes nomes da agricultura biológica da França, Itália, Espanha, Suíça, entre outros, participam do evento.
O MILLESIME BIO 2010 acontece nos dias 25, 26 e 27 de Janeiro no Parc des expositions de Montpellier, França.

domingo, 29 de novembro de 2009

Em 2013 Bordeaux Terá Um Centro Cultural do Vinho

O centro cultural será construído no bairro de Bacalan, perto do rio, das caves e também do Porto de Aquitaine.
O projeto é caro, 55 milhões de euros de orçamento. Dez mil metros quadrados de área e objetivos claros: Ser o símbolo emblemático de Bordeaux capital do vinho, colocando em evidência a dimensão cultural da civilização do vinho e reforçar os dois patrimônios econômicos mais fortes da região, o turismo e o vinho.
O local será destinado ao grande público e terá por isso um nível internacional para incentivar o enoturismo, cada vez mais importante na região.
O governo francês, a comunidade europeia, a região de Aquitaine, o Conselho Interprofissional dos Vinhos de Bordeaux, a câmara de comercio e investidores privados.
O vinho representa para a região 3,5 bilhões de euros, e 50.000 empregos. A previsão é de que 400 mil pessoas visitem o centro cultural a cada ano.

sábado, 28 de novembro de 2009

Appellation Muscadet Controlée


4 terroirs, todos em torno da cidade de Nantes, produzem o Muscadet. O melhor de todos é o Muscadet Sèvre et Maine.
Appellation:
Appellation Muscadet Controlée
Appellation Muscadet Sèvre et Maine Controlée
Appellation Muscadet Coteaux de la Loire Controlée
Appellation Muscadet Côtes de Grandlieu Controlée
Villages: Vallet, La Haye Fouassière, Le Landreau, Mouzillon, La Chapelle Heulin, Château Thébaud, Maisdon sur Sèvre, Le Landreau, Saint Philbert de Grand Lieu
Solo: Granito
Superfície: 12.500 hectares
Produção: perto de 100 milhões de garrafas
Variedade: Muscadet (também conhecido como Melon)
Tipos de vinho: Branco seco e Branco doce
Guarda: Para beber jovem, no máximo 2 anos
Boa safra: 2005
Aromas: flores brancas, anis , cítricos
Harmoniza muito bem com ostras e frutos do mar. Na região é bastante apreciado também com o queijo Nantais

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Variedades Pouco Conhecidas - Grolleau


Indispensável na elaboração dos vinhos Rosé de Anjou (Loire), a Grolleau teve 11400 hectares em 1958 e caiu para 2201 em 2004. Existe também a Grolleau Blanc, nesse caso é mais rara ainda. Alguns lotes são encontrados também no Loire na Appellation Coteaux-du-Layon.
Normalmente a Grolleau amadurece um pouco mais tarde que as outras variedades da região. É bastante produtiva, chegando a 120 hectolitros por hectare. Ainda assim é a sexta variedade em produção do Loire (graças ao Rosé D´Anjou). Os vinhos são leves e pouco alcoólicos. São frutados (principalmente morango) e fáceis de beber.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Appellation Bourgogne Controlée





A appellation Bourgogne AOC cobre toda a Borgonha. São 385 villages!

Como já escrevi num post anterior, além da Pinot Noir os produtores utilizam a Pinot Beurot, César e Tressot para os tintos.

A qualidade dos vinhos variam bastante de acordo com o produtor.

Appellation:

Appellation"rio e argila

Superfície: 3.000 hectares

Produção: 24 milhões de garrafas

15 milhões de tintos e 9 milhões de Brancos

Guarda: 2 a 8 anos para os tintos e de 1 a 5 anos para os Brancos

Boas safras: (tintos) 200ilha e limão para os brancos

Os Tintos harmonizam bem com carnes vermelhas e peixes e carnes brancas com os Brancos.

Appellation Anjou Controlée

Mais uma jóia do Loire, os vinhedos de Anjou ficam em torno da cidade de Angers. Foram muito populares no século 6 e durante os séculos 13 e 14 era um dos vinhos mais populares na Inglaterra, Holanda e Belgica.
Hoje o Rosé d'Anjou continua bastante famoso e apreciado. É responsável pela metade da produção da Appellation. As novas técnicas de envelhecimento em barricas de carvalho melhoraram bastante também a qualidade dos brancos e dos tintos de Anjou.
Appellation:
Appellation Anjou Rouge Controlée, Appellation Anjou Gamay Controlée, Appellation Anjou Villages Controlée, Appellation Cabernet d'Anjou Controlée, Appellation Rosé d'Anjou Controlée, Appellation Anjou Blanc Controlée, Appellation Anjou Mousseux Controlée
Villages autorizadas: Beaulieu sur Layon, Thouarcé, Martigné Briand, Saint Lambert du Lattay, La Pommeraye, Faye d'Anjou, Rochefort sur Loire, Rablay sur Layon e Brissac Quincé
Superfície: 9,000 hectares
Produção: 55 milhões de garrafas
Variedades: rosés e tintos são elaborados com Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Grolleau
Para os Brancos: Chenin blanc, Sauvignon Blanc e Chardonnay
Guarda: Tinto de 2 a 6 anos, Branco de 1 a 3 anos e Rosé até 2 anos
Boas safras: 2005, 2003
Aromas: Tinto: Cassis e frutas negras e vermelhas
Branco: Flores brancas e abricó
Harmonizam bem: Tintos com carne vermelha, Brancos com Peixe e Rosé: carnes brancas
Queijos: os brancos harmonizam com o Chabichou du Poitou e os tintos com Camembert e Crottin de Chavignol

"Bons vinhos sempre harmonizam bem com boa comida" Nuno Araújo


Essa frase arrancou aplausos de quem estava no Carlota na última terça-feira. O produtor Nuno Araújo é um pioneiro da cultura biodinâmica em Portugal. São apenas 3 produtores em todo país que optaram pelo biodinamismo. Nuno apresentou os vinhos da noite e falou sobre cada região portuguesa e suas diferenças de terroir. Os vinhos da noite eram muito bons!
Provamos o Ameal Loureiro Branco 2007, o Quinta da Alorna Branco 2008, o Covela Escolha Palhete 2007, o Ramos Pinto Collection Tinto 2006, o Casa de Saima tinto Reserva 2005, o Quinta dos Roques tinto Reserva 2003, o Quinta de Chocapalha tinto 2006 e o Quinta da Bacalhoa 2006.
Realmente todos estavam muito bons. Destaco o Quinta da Chocapalha e o Covela Escolha Palhete, elaborado pelo enólogo Rui Cunha. É um Rosé acima da média!
No nariz é maravilhoso com notas de morango e groselha. Na boca tem corpo, é equilibrado, fresco e elegante.
Depois de uma pausa com o espumante Filipa Pato 3B o jantar foi servido.
A chef Carolina Brandão (que trabalha com a Carla Pernambuco) foi a responsável pela preparação dos pratos. Mescla de baby verdes, tartar de pêra e chévre brulée harmonizando com o Covela Escolha Branco 2007. Mais um vinho especial, notas de maracujá e cítricos.
Seguimos com o Big ravióli de mandioquinha com camarões e molho pesto acompanhado do Paulo Laureano Reserva branco 2007. Uma harmonização mágica!
O vinho mostrava um pouco mais madeira que o desejado, não agradava sem a comida, mas a harmonia com o prato foi perfeita. Um casamento como goiabada com queijo, uma prova dos vinhos gastronômicos do velho mundo.
Passamos para o Magret fumé grelhado, risoto de cogumelos e molho de vinho do Porto acompanhado pelos grandiosos Quinta da Gaivosa 2005 e pelo Vinhas Velhas D. Maria Reserva 2005. Sem palavras!
Vinhos fantásticos, prato maravilhoso!
Terminamos com a Explosão de Chocolate Belga, anglaise de pistache, Crema Catalana e compota de frutas vermelhas. O Blandy Malvasia 5 anos: Malmsey segurou a onda. Um Madeira muito bom!
Quando a Fernanda Fonseca trouxe a Carolina Brandão os aplausos vieram acompanhados da pergunta do Didú Russo: "você provou quantos vinhos desta harmonização?"
-nenhum
Nuno tomou a palavra e disse:"Essa é a prova de que boa comida sempre harmoniza bem com bons vinhos"

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Appellation Coteaux du Layon Controlée

Os vinhos da Coteaux du Layon possuem as características mais marcantes em termos de terroir de toda a região de Anjou, no Loire. As vinhas são protegidas pelas colinas em torno e o solo é de xisto.
Produzem alguns brancos secos, mas são realmente conhecidos pelos brancos doces, de sobremesa, desde o século 15.
Normalmente a colheita é feita tardiamente, com as uvas bastante maduras.
Appellation:
Appellation Coteaux du Layon Controlée, Appellation Coteaux du Layon Villages Controlée e
Appellation Chaume Premier Cru Controlée (considerados os melhores)
Villagens: Rochefort sur Loire, Saint Lambert du Lattay, Beaulieu sur Layon, Saint Aubin de Luigné, Faye d'Anjou Concourson sur Layon, etc
Solo: Xisto
Superfície: 1,800 hectares
Produção: 7 milhões de garrafas
Variedade: Chenin blanc
Tipo de vinho: branco doce e demi-sec
Guarda: 10 a 20 anos
melhores Safras: 2005, 2003, 1997, 1995, 1990, 1989
Aromas: Mel, Figo e Acácia
Harmoniza bem com bolos, sobremesas não muito doces e com os queijos Livarot, Maroilles e
Pont l'Eveque

Sothebys Arrecada Mais de 1 Milhão de Dólares Com Vinhos Vega Sicilia

Só um americano pagou 102.850 dólares por 23 garrafas do Único de Vega Sicilia. No total, colecionadores norte americanos e (veja bem) sul americanos, pagaram 1 milhão, 88 mil , 968 dólares pelas garrafas colocadas em leilão. Uma surpresa para os organizadores que previam uma arrecadação de 350.000 dólares.
O diretor geral e propietario do Grupo Vega Sicilia, Pablo Álvarez, disse que estava “impressionado” pela resposta que os vinhos ‘Vega Sicilia’, ‘Alion’, ‘Pintia’ y ‘Oremus’ receberam nesse leilão em Nova York.
Entre as garrafas mais valorizadas, além das 23 magnums de Vega Sicilia ‘Único’ de safras entre 1960-1995, outras 35 magnums de ‘Único’ de safras entre 1941-1999 custaram 36.000 dólares, e outras 15 de safras entre 1962-1980, por 21.780 dólares. Um colecionador sul americano (será que é brasileiro?) gastou 66.550 dólares por seis magnums Vega Sicilia ‘Ùnico’ de 1968. Um norte americano pagou 36.300 por outras três magnums iguais.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Appellation Saumur Controlée

Em Saumur, os vinhos descansam no subsolo em condições excelentes. Visitar uma cave subterrânea é um passeio imperdível pra quem visita a região. São chamadas "tuffeau".
São produzidos tintos, brancos secos, espumantes e rosés em Saumur.
Os tintos são leves e frutados e os Saumur Champigny estão entre os melhores tintos do Vale do Loire.
Os espumantes ganham qualidade por causa do solo calcário e da ensolação da região. São uma alternativa barata frente aos Champagnes.
Os brancos são potentes e podem envelhecer bons anos em adega.
Appellation: Appellation Saumur Champigny Controlée, Appellation Saumur Controlée, Appellation Cabernet de Saumur Controlée, Appellation Coteaux de Saumur Controlée, Appellation Saumur Rouge Controlée, Appellation Saumur Blanc Controlée, Appellation Saumur Brut Controlée
Villages: Saumur, Le Puy Notre Dame, Varrains, Vaudelnay, Saint Cyr en Bourg, Turquant, Champigny, Dampierre sur Loire, etc
Solo: Giz e Calcário
Superfície: 4,000 hectares
Produção: 20 milhões de garrafas
Variedades: Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon para os tintos. Chenin blanc e Chardonnay para os brancos
Guarda: Tintos de 2 a 8 anos, Brancos de 1 a 3 anos
Boas safras: tintos: 2003 Brancos: 2005
Aromas: nos espumantes prevalecem as flores brancas e Brioche, nos brancos maçã e ervas e nos tintos frutas vermelhas e alcaçuz

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Appellation Touraine Controlée


Touraine esta no centro da região do Loire. Lá estão os famosos Châteaux de la Loire.
Vários tipos de vinho são produzidos em Touraine.
Os tintos, na maioria, são elaborados com a variedade Gamay algumas vezes com a Cabernet Sauvignon e Franc e outras com a Pinot Noir.
Appellation:
Appellation Touraine Controlée, Appellation Touraine Mesland Controlée, Appellation Touraine Azay le Rideau Controlée, Appellation Touraine Noble Joué Controlée, Appellation Touraine Amboise Controlée
Villages: Noyers sur Cher, Meusnes, Saint Georges sur Cher, Pouillé, Chatillon sur Cher, Amboise, Limeray, Cheillé
Solo: Areia, Argila, Calcário
Superfície: 6,000 hectares
Produção: 26 milhões de garrafas
Variedades: Tintos e Rosés utilizam Gamay, Cabernet Franc, Pinot Noir, Malbec e Pineau
Brancos: Chenin blanc, Sauvignon Blanc
Tipos de vinho: Tinto leve e frutado, branco seco leve e fresco, Rosé de corpo médio e espumante tinto, Rosé e branco
Guarda: Tinto 2 a 7 anos, Branco: 1 a 4 anos, Rosé: para beber no ano da safra ou em 2 anos
Melhores safras: 2005, 2003
Aromas dos Tintos: Frutas vermelhas (principalmente Framboesa) e Frutas negras.
Aromas dos Brancos: Mentol, Baunilha, Lichia
Os tintos harmonizam com carne vermelha e com os queijos Boursin, Camembert, Chabichou du Poitou, Saint Nectaire, Valencay
Os brancos vão bem como aperitivo e com os queijos: Mâconnais e Cheddar

Crise no Mercado de Barricas E Alta Nos Preços da Madeira!

Assim como a venda de vinhos en primeur (ainda em barrica), existe a venda de carvalho ainda no pé. Acontece todos os anos perto da famosa floresta de Tronçais, de onde saem as melhores barricas do mundo. A organização é do Office National des Forêts à Cérilly (Allier).
Todos os Grand Crus de Bordeaux utilizam essas madeiras. Os fabricantes de barricas pagam fortunas pelas madeiras que serviram para grandes vinhos do mundo inteiro.
A surpresa este ano foi a queda nas vendas. Poucos lotes foram vendidos. Entre 40 e 45% dos lotes disponíveis.
As vendas não são feitas em leilões abertos, mas por propostas em envelopes fechados.
Apesar da crise, os preços da madeira estavam altos e os fabricantes de barricas dizem que o mercado está ainda sob efeito da crise mundial.
Enquanto o preço da madeira sobe, o preço da barrica está estacionado por falta de procura.

domingo, 22 de novembro de 2009

Appellation Vouvray Controlée


Não há uma característica simples para definir os Vouvray. Existem os vinhos de sobremesa, vinhos leves, mais encorpados, secos...
Estão sempre entre os melhores vinhos do Loire.
Os vinhos doces possuem uma cor dourada. São vigorosos, frutados e frescos.
O vinho seco é rico e intenso, assim como o demi-sec.
Existe também os espumantes, chamados mousseux de Vouvray.
São frutados e podem envelhecer bem, o que não é muito comum em vinhos espumantes.
Appellation:
Appellation Vouvray Controlée
Localização:
Margem direita do rio Loire
Villages: Vouvray, Rochecorbon, Vernou sur Brenne, etc
Solo: Argilo-calcário e giz
Superficie: 2,000 ha
Produção:
13 milhões de garrafas
Variedades:
Chenin blanc (chamado Pineau blanc de la Loire)
Tipos de vinho: Branco doce "moelleux"
Branco Seco
Branco demi-sec
Branco Espumante "mousseux"
Guarda: Vinhos doces muuuuiiiitos anos, dizem que mais de um século.
Secos: 5 a 25 anos
Demi-sec: até 5 anos
Mousseux (espumante): 1 a 4 anos
Safras recomendadas: 2005, 2003, 1997, 1995, 1990, 1989
Aromas: marmelo, mel e amêndoa.
Harmoniza com: Frango ao molho branco, Vitela ao molho branco, algumas frutas e os queijos: Cabécou, Camembert, Crottin de Chavignol e Livarot

A Cozinha do Chef Mario Lo Sardo Tem Alma!


Quem já foi num encontro gastronômico na oficina de gastronomia do Mário Lo Sardo sabe muito bem: naquela cobertura a cozinha tem alma!
Mário é daqueles chefs competentes e generosos. Ensina todos os segredos, fala dos pratos com amor e esbanja criatividade.
Interessante quando convida pessoas de diversas áreas da enogastronomia e promove um intercâmbio sem igual.
Na semana que passou, Mário preparou um prato com mariscos, outro com beringela e queijo coalho, uma receita incrível com queijo de cabra e uva Itália, barquetes com guacamole e ostra defumada e um macarrão de palmito pupunha ao pesto que deixou todos encantados.
Fornecedores levam seus produtos, produtores e importadores levam seus vinhos, companheiros de panela levam invenções e Mário mostra sua arte e um pouco da alma da cozinha. Quem quiser ajuda no preparo, quem quiser prepara algo sozinho, pode!
Difícil é sair de lá indiferente. Sair sem uma boa dose de encantamento.
Sem dúvida um lugar e um chef especial!
Nesta noite provei o Terragnolo levado pelo Márcio Marson e provei mais uma vez o Terraza D'Isula, rosé da Córsega, levado pela Andréa do Empório Sorio.
Vinhos que estão nos posts anteriores.
Para quem não conhece o Mário, veja no site: www.oficinadeculinaria.com.br

sábado, 21 de novembro de 2009

Appellation Bourgueil Controlée


Em Bourgueil se produz vinhos tintos do Loire. É um vinho muito parecido com os produzidos em Chinon. Os dois terroirs possuem as mesmas características. Talvez alguns vinhos de Bourgueil tenham mais potencial de guarda do que os Chinon, principalmente os chamados "vins de cotes", que são produzidos no sul da Appellation.
Appellation:
Appellation Bourgueil Controlée
Appellation Saint Nicolas de Bourgueil Controlée
Solo: calcário, areia e cascalho
Superfície: 1,200 hectares
Produção: 9 milhões de garrafas
Variedades:
Cabernet Franc (ou Petit Breton)
Tipo de vinho: Tinto Frutado e Rosé seco (menos de 5% da produção)
Guarda:
Bourgueil: 3 a 10 anos
Saint Nicolas de Bourgueil: 2 a 5 anos
Boas safras: 1997 e 2003
Aromas: frutas vermelhas, cassis e pimentão verde
Harmoniza bem com queijos: Port Salut, Reblochon, Saint Nectaire, Valencay e Gouda

Para a Wine Spectator Um Vinho de Washington É O Vinho do Ano de 2009!

Esta é a garrafa do Cabernet Sauvignon Columbia Valley Reserve, da Columbia Crest Vineyard, de Washington, Estados Unidos.
Tão raro encontrar vinhos americanos no Brasil!
Tantas importadoras, tantos rótulos e tão poucos vinhos americanos.
Não se pode discutir e nem dar tamanha importância para uma lista de 100 melhores vinhos.
Seja feita por quem for!
A quantidade de rótulos e de vinhos excepcionais não permite isso. Mas claro que é uma publicidade fantástica!
É interessante ver a lista e perceber que um vinho de 27 dólares (preço para o consumidor americano), recebeu 95 pontos da revista e ficou com o primeiro lugar.
Outra coisa que chamou atenção foram os 4 vinhos norte-americanos entre os 10 melhores do mundo. A Itália também teve 4, 3 só da Toscana. França e Espanha tiveram um vinho cada.
É um pouco estranho também não ver o vinho do ano de 2008 na lista dos 100. Será que o Clos Apalta está em decadência total?
Não, não, a lista é assim mesmo!
Como diria aquele personagem da TV: "não precisa explicar, eu só queria entender..."
Quem quiser ver a lista completa veja no site http://top100.winespectator.com/

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Terragnolo Reserva 2007 - Vale dos Vinhedos - Brasil

São apenas 2660 garrafas elaboradas com uma seleção de uvas Merlot. Tem 13,5% de álcool. A fermentação é em cubas de aço inox com revestido com placas de madeira por 8 meses.
O vinho tem cor rubi intenso.
No nariz amora, ameixa preta e especiarias.
Na boca é aveludado, taninos finos, notas minerais e corpo médio.
Boa persistência.
Bom também é o preço: 42 reais no site www.eivin.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Terraza D´Isula - Rosé - Corsega


O Terraza D´Isula rosé da Córsega, é uma boa opção para o verão. Um vinho refrescante, de cor rosa com reflexos salmão, bem transparente e aromas de frutas vermelhas maduras. Morango e cereja aparecem no nariz e na boca.
Elaborado com 60% da autóctone (e muito boa) Sciacarellu e 40% Cinsault.
Tem bom equilíbrio e acidez. Não passa por madeira e tem apenas 12% de álcool. Bom para bebericar na beira da piscina.
Importado pelo Emporio Sorio www.emporiosorio.com.br

Max Brands Apresentou O Judas e Um Amarone Fantástico!




O lançamento aconteceu no Carlota Studio 768, da competente chef Carla Pernambuco.
Vinhos de qualidade, que reforçaram as palavras do Alexandre Fadel, proprietário da importadora: "não queremos ser a maior importadora do país, mas queremos oferecer o melhor serviço para os nossos consumidores".
Melhor mesmo foi provar os vinhos do Veneto da vinícola Cesari Bosan.
O Ripasso Bosan 2006 é elegante, aveludado, com notas de baunilha e groselha.
O Amarone Cesari Bosan 2001 é daqueles vinhos que dispensam palavras.
Complexo, elegante, intenso!
Elaborado com as tradicionais Corvina (80%) e Rondinella (20%).
No nariz amora e ameixa preta vieram logo de cara. Mais um tempo na taça e um delicioso aroma de chocolate e torrefação.
Na boca é de uma elegância incrível, taninos finos, encorpado e equilíbrio suficiente para não deixar sobressair os 15,8% de álcool. Não sobrava nada! Tudo afinado como uma grande orquestra!
final longo. Maravilhoso!
Depois disso anunciaram o lançamento do Judas.
Que coragem!
Depois de um vinhos desses!
E não é que deu certo!
O Judas é um vinho de raça. Bastante concentrado e também muito complexo.
Mostrou aromas de cassis, tabaco e chocolate.
Na boca mostrou que deve evoluir ainda mais com o tempo em garrafa, mas já é grande desde já. Tem 14,8% de álcool, bom equilíbrio e os taninos são de ótima qualidade. 100% Malbec.
Pablo Sottano, proprietário da Bodega Sottano explicou o razão do nome. O vinho era produzido com as melhores uvas, em quantidade reduzidíssima, para consumo da família e alguns poucos amigos. O irmão mais novo rompeu o trato e vendeu uma caixa para um amigo. O amigo mostrou aos jornalistas. Os jornalistas ficaram impressionados e a família também. O jeito foi lançar o vinho. O irmão traidor foi lembrado e imortalizado no rótulo: Judas!
No jantar provamos o branco Cesari Cento Filari 2008, elaborado com 95% da desconhecida (pelo menos pra mim) Turbiana e 5% de Chardonnay.
Muito refrescante com ótima acidez e aromas de abacaxi maduro do começo ao fim.
Os pratos excelentes, elaborados pela Carolina Brandão, trouxeram de volta os vinhos. O Amarone acompanhou a Paleta de Vitela com Risoto De Cecco de funghi e cogumelos caramelizados. Mais uma vez encantador. Caramelo, café, tabaco e torrefação!
O Judas voltou no final da noite. Parecia um duelo da força do novo diante da elegância e longevidade do velho mundo.
Dois gigantes, cada um que escolha o seu!










quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Desafio Espumante Moscatel!


Convidado pelo amigo João Filipe Clemente do blog falandodevinhos.wordpress.com participei do desafio de espumantes Moscatel.
Aconteceu no Emporio da Villa, uma pizzaria com uma bela adega climatizada e bom serviço.
Foram doze vinhos de qualidade, pena que um estava prejudicado e não pode ser avaliado.
De forma geral, os vinhos apresentaram boa qualidade e bom preço.
Participaram da degustação às cegas:Alexandre Frias, Eliza Leão, Ralph Schaffa, Álvaro Galvão, Fabio Gimenes, Beto Duarte (eu), José Roberto e João Filipe.
Na avaliação geral os resultados foram estes:
Marson Moscatel – maracujá doce e frutas em calda (pêssego) numa paleta olfativa bastante doce e intensa que se repete na boca. Perlage com borbulhas de tamanho médio, baixa persistência e intensidade. Doçura acentuada. Nota média obtida 78,83 pontos.
Perini Moscatel – Notas de frutos brancos bem maduros algo doce mas menos intenso no nariz. Na boca repete essas sensações porém com uma maior acidez que o torna algo mais leve, mesmo que não totalmente balanceado. Correto, perlage de bom tamanho mas algo curta . Obteve a média de 80,83 pontos.
Vallontano Moscatel – Aromas finos de fruta mais fresca e cítrica mostrando algum floral. Na boca mostrou-se mais equilibrado, fino e delicado, com bom frescor e uma perlage de tamanho médio de boa persistência. Obteve a média de 81,50 pontos.
Aurora Moscatel – Floral sutil no nariz como água de rosas e bem fresco. Na boca consegue equilibrar bem os níveis de açúcar com boa acidez que o faz muito prazeroso de tomar, cremoso, boa espuma e uma perlage bem adequada ao perfil, mesmo que não muito longa. Nota média obtida, 82,75 pontos.
Fontanafredda Asti – diferente e, apesar de essa não ser a opinião da maioria da banca, o vinho não me pareceu bem. Faltou tipicidade e acidez, aromas de resina, borracha, com algum floral sutil e, talvez, um toque de mel. Na boca abacaxi maduro, doce com perlage de boa intensidade. Nota média obtida 82,25 pontos.
Amadeu Moscatel – erva cidreira, flor de laranjeira numa paleta olfativa muito agradável. Na boca muita fruta tropical fresca, muito bom equilíbrio, perlage abundante de tamanho e persistência médias, delicado, fino, talvez o mais citrico de todos os rótulos participantes e muito apetecível formando um conjunto bastante harmônico e fácil de gostar. Obteve a média de 84 pontos.
Marco Luigi Moscatel – Aromas delicados e finos, floral lembrando água de rosas e flores brancas. Entrada de boca vibrante e de grande impacto com uma perlage bastante fina de boa intensidade e boa persistência. Espuma adequada formando um delicado colar na taça, cremoso, algo de damasco na boca, muito equilíbrio entre a doçura e acidez que o torna muito agradável de tomar formando um conjunto harmônico com um saboroso final de boca. Não o reconheci, mas foi minha maior pontuação confirmando minha preferência pessoal só que, agora, ás cegas. Média de 86,08 pontos obtidos.
Don Giovanni Moscatel – Paleta olfativa de média intensidade com nuances florais e frutas tropicais com toques de mel. Perlage de média a boa intensidade, borbulhas de tamanho médio e algo curto. Na boca mostra-se discreto, delicado, pêssego em calda, fresco, final de boca com um leve amargor que persiste. Alcançou uma média de 83,50 pontos.
Terranova Moscatel – já se houve melhor na minha taça. No olftato apresentou-se algo vegetal com forte presença de ervas caseiras. Perlage bastante homogênea e de boa persistência, gostoso, fresco, correto com maior concentração de doçura. Ligeiro, sem defeitos mas também sem qualidades que o destaquem. Obteve a média de 79,17 pontos.
Cave Antiga – pêra em calda, maracujá doce com nuances florais de boa presença e intensidade. Boa perlage, borbulhas finas e abundantes com boa persistência. Na boca mostra um conjunto bastante equilibrado, delicado e saboroso fácil de gostar e apetecível. Obteve a nota média de 83,83 pontos.
Garibaldi Moscatel – Muito atrativo ao olfato com bastante frescor e algo de frutas brancas como melão maduro. Ótima espuma formando um colar que permaneceu por bastante tempo, cremoso, fino e delicado com ótima acidez que se contrapõe muito bem ao residual de açucar presente. Perlage abundante e um final de boca longo e muito fresco que convida á próxima taça. Obteve a média de 86,58 pontos.
Valduga Premium Moscatel – um vinho que aguardava com ansiedade pois dizem ser muito agradável e equilibrado. Lamentavelmente se encontrava prejudicado e não obteve nota.
O grande campeão da noite que foi apontado como Melhor Vinho, Melhor Relação Custo x Beneficio e Melhor Compra, levando a tríplice coroa foi o GARIBALDI MOSCATEL.
O Melhor Vinho da noite e completando o pódio; Marco Luigi em segundo lugar, Amadeu em terceiro, Don Giovanni em quarto e Cave Antiga em quinto lugar.
Abaixo os melhores de cada degustador:
Alexandre Frias – Garibaldi / Fontanafredda / Perini
Eliza Leão – Garibaldi / Aurora / Don Giovanni
Ralph Schaffa – Vallontano / Marco Luigi / Aurora
Álvaro Galvão – Garibaldi / Aurora / Marco Luigi
Fabio Gimenes – Cave Antiga / Marco Luigi / Garibaldi
Beto Duarte – Marco Luigi / Amadeu / Don Giovanni
José Roberto – Garibaldi / Marco Luigi / Cave Antiga
João Filipe – Marco Luigi / Amadeu / Garibaldi.

Appellation Chinon Controlée


Chinon fica ao lado esquerdo do rio Loire, no coração do Vale do Loire. Um dos grandes escritores franceses, François Rabelais, nasceu em Chinon. Escreveu a epopéia heróico-cômica de Gargantua e Pantagruel. Era um grande amante e proprietario de um Domaine na Appellation.
Chinon produz vinhos tintos. A variedade utilizada é a Cabernet Franc, chamada na região de Breton. Os vinhos são bastante parecidos com os produzidos na Appellation Bourgueil, na maioria das vezes apenas um pouco mais leves. São vinhos tintos frescos e leves com aromas de violeta. Um vinho rosé seco e elegante também é produzido na região, mas está cada dia mais raro.
Appellation:
Appellation Chinon Controlée
18 Vilages: Anché, Avoine, Avon-les Roches, Beaumont-en-Véron, Chinon, Cravant-les-Coteaux, Crouzilles, Huismes, l´Ile Bouchard, Ligré, Marçay, Panzoult, Rivière, La Roche Clermault, Saint-Benoit, Savigny-en-Véron, Sazilly, Tavant e Theneuil.
Solo: Calcário, Cascalho.
Superficie: 2000 hectares.
Produção: 6 milhões de garrafas
Variedades: 95% Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon
Aromas: Frutas vermelhas e violeta
Tipo de vinho: Tinto seco e fresco, Rosé seco e frutado e Branco seco.
Guarda: 8 anos
Melhores safras: 2004 e 2005
Harmoniza com: Omelette, presunto, coelho e grelhados, além dos queijos Emmental, Reblochon, Saint Nectaire e Appenzell.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Appellation Puilly Fumé Controlée

Mais uma Appellattion do Loire.
Os vinhos de Pouilly Fumé tem aromas diferentes de outros vinhos brancos: musgo e defumado.
O Pouilly sur Loire é um outro vinho do mesmo terroir, no caso elaborado com a variedade Chasselas. Vinho para ser bebido jovem.
Quando as pragas destruíram as vinhas, há dois séculos, muitos produtores trocaram a Chasselas pela Sauvignon Blanc e criaram assim a Pully Fumé.
Hoje os Pouilly sur Loire representam menos de 5% da produção de Pouilly.
Pouilly é colado em Sancerre, separado unicamente pelo rio.
Mesmo assim, seus vinhos são bastante diferentes.
Os Pouilly Fumé parecem mais espessos, mais profundos e estruturados
Informações gerais:
Appellation:
Appellation Pouilly Fumé Controlée
Vilas produtoras:
Pouilly sur Loire, Saint Andelain, Tracy sur Loire, etc
Solo:
Calcário e Argilo-calcário
Superfície:
850 ha
Produção:
6 milhões de garrafas (só produzem vinhos brancos)
Variedades:
Pouilly Fumé: Sauvignon Blanc
Pouilly sur Loire: Chasselas
Melhores safras:
2005, 2003
Aromas:
defumado, vegetal e floral (Acácia)
Harmoniza bem com:
Saumon, Frango, vitela e sozinho como aperitivo
Vai bem também com o queijo Crottin de Chavignol, produzido na região.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Appellation Sancerre Controlée


Sancerre é um dos mais famosos vinhos brancos da França.
Os vinhos são mais delicados que os produzidos na Appellation vizinha, o Pouilly Fumé. O Sancerre chega a maturidade um pouco mais cedo.
São produzidos em 15 villages. Os melhores saem de Bué e Chavignol.

Appellation:
Appellation Sancerre Controlée
Superficie: 2,200 ha
Produção:
16 milhões de garrafas
Variedade:
Sauvignon Blanc
Guarda: de 1 a 5 anos
Melhores safras: 2003 e 2005
Aromas:
Grape fruit e outros cítricos
Flores brancas
Harmoniza bem com:
Frutos do mar, truta, peixes e com os queijos:
Chabichou du Poitou
Crottin de Chavignol
Pouligny Saint Pierre
Valencay

Appellation Sancerre Controlée


Sancerre é um dos mais famosos vinhos brancos da França, além de ser o nome de uma das cidades que fazem parte da Appellation. A cidade de Sancerre é bonita como são as cidades do Loire, com um castelo típico da região.
Os vinhos normalmente são um pouco mais delicados que os vinhos do vizinho Puilly Fumé, onde as uvas amadurecem um pouco mais tarde.
São 15 villages que produzem o Sancerre: Bannay, Bué (uma das melhores), Chavignol, Crézancy, Menetou-Ratel, Ménétréol, Montigny, St-Satur, Ste-Gemme, Sancerre, Sury-en-vaux, Thauvenay, Veaugues, Verdigny e Vinon.
A superficie é de 2200 hectares, de onde saem 16 milhões de garrafas.
A variedade das uvas é Sauvignon Blanc.
Boas safras: 2003 e 2005
Aromas: cítricos, grape fruit e flores brancas.
Vinho perfeito para acompanhar os queijos da região (Chabichou du Poitou, Crotin de Chavignol, Pouligny Saint Pierre e Valencay) e peixes, principalmente truta.

domingo, 15 de novembro de 2009

Parker Recebeu Uma Garrafa do Salton Talento!


Recebi um e-mail da assessoria de imprensa do IBRAVIN informando que o crítico mais famoso do mundo recebeu uma garrafa do Salton Talento 2005 e um kit promocional das 38 vinícolas que fazem parte do Wines From Brazil.
A entrega foi feita durante o Wine Future Rioja, em Logroño, Espanha.
Muito boa iniciativa, que deverias ser seguida de outros produtores brasileiros. Parker é criticado muito mais pelo que suas notas causam do que pelo que realmente faz. Analisando seu trabalho, vemos que não há preconceito relacionado com regiões ou países em suas avaliações.
Esperamos que prove e avalie!
Já passou da hora!

Lista dos Vinhos Provados Por Parker No Rioja Wine Future!


Châteuneauf-du-Pape – França
1. Domaine Charvin 2007
2. Marcoux Vieilles Vignes 2007
3. Mont Olivet - La Cuvee du Papet 2007
4. Chapoutier Barbe Rac 2007
5. Barroche Pure 2007
6. Vieille Julienne 2007
7. Pierre Usseglio-Mon Aieul 2007

Espanha
8. Atteca Armas 2007 – DO Calatayud
9. Mancuso 2005 – Vino de la Tierra de Valdejalón
10. Espectacle 2006 – DO Montsant
11. Clos Erasmus 2005 – DOCa. Priorat
12. Aquilon 2006 – DO Campo de Borja

Califórnia
13. Pandora – Alban 2006
14. Sine Qua Non Atlantis 2005

Austrália
15. Killikanoon Duke 2006
16. Greenock Creek Cornerstone 2006
17. Clarendon Hills Old Vines Romas 2006
18. Torbreck Les Amis 2005

Rioja
19. Marqués de Riscal de 1945
20. Contador 2007

sábado, 14 de novembro de 2009

Parker Falou No Rioja Wine Future!


O Wine Future Rioja reúne os maiores nomes do mundo do vinho em Logroño, na Espanha.
Antes de provar os vinhos elaborados com a variedade Garnacha, Parker foi a estrela do congresso que debateu a atual conjuntura e o futuro do setor.
Disse: "Os vinhos de baixa qualidade são um bom ponto de partida para os jovens. Gostando destes vinhos, podem sair daí para outros de melhor qualidade, provarão um dia um Rioja ou Jumilla. A aventura amorosa com o vinho começa aí".
Falou também da especulação no setor: "As vezes utilizam minha pontuações para os piores fins".
Falou também sobre a onda puritana que pode derrubar o consumo de vinhos na Europa, com campanhas exageradas contra bebidas alcoólicas: "como em dois países com culturas tão fortes de vinhos e vinhedos como França e Espanha seus governos são mais 'puritanos' que o meu (Estados Unidos)". "Tudo que aprendi sobre o vinho foi na Europa e isso é uma tragédia».
Um dos temas debatidos foi a necessidade de fazer chegar a mensagem do vinho de forma menos séria e menos snobe, para chegar aos mais jovens.
Concordo totalmente com este último ponto. Popularizar o vinho é o melhor caminho para o mercado. O vinho passou milênios sendo a bebida do povo. Querem de qualquer forma transformá-la em bebida de ricos. Existem vinhos de todos os preços e com o aumento do consumo os preços seriam mais baixos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dádivas Chardonnay 2009 - Encruzilhada do Sul - RS - Brasil

O Dádivas Chardonnay 2008 produzido pela Lidio Carraro em Encruzilhada do sul, já era bom, o 2009 ficou melhor.
Um pouco mais de acidez, no nariz aromas bem claros de frutas tropicais e cítricas. Na boca tem cremosidade, é refrescante e bom corpo.
Está bem equilibrado e com notas de manteiga e abricó.
O vinho não passa por madeira. É pura fruta!
O 2009 já está sendo vendido pela AOC Vinhos do Brasil, em São Paulo.AOC - Rua Professor Atilio Innocenti, 970 - Vila Olímpia - São Paulo
Fone: 30441697

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vinhos do Epório Sorio em Degustação Na Enoteca Saint Vin Saint


É na próxima terça-feira, as 8 da noite. A Enoteca Saint Vin Saint é um lugar muito agradável. Bons vinhos, boa comida e gente simpática.
Os vinhos da Córsega são ainda desconhecidos de muita gente, assim como as variedades utilizadas na elaboração.
Essa é uma boa oportunidade, por 59 reais, uma degustação comentada imperdível.
Quem participar ainda ganha 10% de desconto se jantar no Bistrô.
Informações 38460384 ou www.emporiosorio.com.br

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão com Nekeas Branco, Tinto E Rosé!


Durante o apagão eu estava no Empório & Bistrô Vila Buarque provando os pratos do Chef Oswaldo Almeida e os vinhos das Bodegas Nekeas, de Navarra.
O clima até ficou melhor, com luz de velas e boas companhias. Só abrimos mão do café, pois a máquina era elétrica.


Conversa com o enólogo Alberto Antonini




영어와 일본어, 중국어 등 6개 언어로 지원되던 Google 코드 사이트의 한글 버전이 런칭되었습니다. 새롭게 런칭한 Google
코드 한글 사이트는 단순히 문서만을 한글로 번역한 사이트가 아니라 국내의 개발자를 위한 최신 개발 뉴스, 프로그래밍 팁, 비디오
등 다양한 정보를 제공할 수 있는 사이트로 발전해나갈 예정입니다. 이번 Google 코드 한글 사이트의 런칭으로 더욱 많은 국내
개발자들이 개발에 필요한 유용한 정보를 쉽게 찾을 수 있게 되기를 바랍니다.

Alberto Antonini, Erick Jacquin e os Vinhos Nieto Senetiner!




Erick Jacquin caprichou no Menu. Primeiro um Filet de Robalo ao vapor, Sauternes e gengibre.
Depois um Magret de pato assado, fricassé de lentilhas verdes de Puy (fantástico!), Filé Mignon ao molho de vinho tinto com tutano por cima, uma degustação de queijos e para terminar Mil folhas de baunilha.
Um espetáculo!
Os vinhos servidos acompanharam bem os pratos e mostraram mais uma vez a qualidade que mora ao lado (no caso a Argentina).
Um espumante Nieto Senetiner Brut Nature elaborado com Pinot Noir e Malbec, muito interessante e aromático.
O Don Nicanor Chardonnay-Viognier 2007. Com notas de frutas tropicais e minerais.
O Bonarda Limited Edition 2007, com notas de frutas negras, couro e tabaco.
O Cadus Malbec 2005, cheio de especiarias, amora, e chocolate.
O grande Malbec Estiba 39, com aromas de cereja, cassis e café. Final longo e elegância impressionante. Bom para envelhecer!
O enólogo Alberto Antonini falou de sua trajetória na Argentina, da elaboração dos vinhos Nieto Senetiner e da importância de valorizar o terroir e não as variedades, como acontece com a Malbec hoje na Argentina.
Os vinhos são importados pela Casa Flora www.casaflora.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Jantar Harmonizado Com Preço Incrível! É Hoje!




Participei da escolha dos vinhos para a harmonização junto com o sommelier Vitor Fernandes, o Chef Oswaldo Almeida e o Marcelo di Moraes, da Santa Ceia Vinhos.
Os vinhos são das Bodegas Nekeas, de Navarra, Eapanha.
Começa com uma entrada fria: Salada de Arroz Negro com Manga e Manjericão harmonizado com o Nekeas Chardonnay/Viura
Depois um Salmão Grelhado com azeite de ervas e um vol-au-vent de cogumelo Paris e Tomate.
O vinho é o Rosé Nekeas Garnacha/Cabernet Sauvignon.
O prato principal é um Medalhão de Alcatra com Couscous marroquino, alho poró e cenoura.
O vinho escolhido foi o Nekeas Tempranillo/Merlot.
Para terminar uma mousse de chocolate com calda de frutas vermelhas acompanhada do café Nespresso Rosabaya da Colômbia.
Tudo isso por 80 reais por pessoa.
Será no dia 10 de Novembro as 20 horas no Empório & Bistrô Vila Buarque.
Rua Major Sertório, 561 - Vila Buarque.
Reservas pelo fone 11 32142241

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Prova dos Porto Vintage 2007! Taylor's

Elegante e aromático, este vinho foi elaborado com uvas da Quinta de Vergellas.
A cor é escura, roxa, opaca.
No nariz amora, violeta e tâmara.
Na boca é um vinho denso, encorpado, excelente doçura e elegância.
Taninos compactos e equilíbrio perfeito.
Final longo.
Mais um super vinho!
Melhor guardar por pelo menos 10 anos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Prova dos Vintages 2007! O Grande Quinta do Noval! Grandíssimo!

Entre os vinhos fantásticos apresentados, destaco hoje o Quinta do Noval Vintage 2007. Para mim o melhor ao lado do Taylor.
A cor é super concentrada, quase negra. Denso, parece um xarope na taça.
No nariz aromas de amora, flores secas e alcaçuz.
Na boca é uma maravilha!
Intenso, robusto, muito doce, taninos perfeitos, notas de frutas negras, pimenta e um leve toque de menta.
Final maravilhoso, longo!
Melhor comprar logo e guardar. Os preços sobem com o passar dos anos e o vinho deve melhorar ainda mais. É sem dúvida um grande Vintage!

sábado, 7 de novembro de 2009

Privlégio Raro!


Quinta-feira provei 29 Vintages 2007 no Consulado de Portugal em São Paulo. Um privilégio raro! Foi a primeira prova destes Vintages fora de Portugal. 2007 foi considerado um ano Vintage há menos de 20 dias. A prova foi organizada pelo IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto), que controla a qualidade, quantidade e processo de produção dos vinhos. De um modo geral os Vintage 2007 mostraram excelente qualidade. Todos pedem maior tempo em garrafa, mas já oferecem qualidade desde já (apenas um vinho mostrou grande desequilíbrio, provocado provavelmente pelo transporte, já que não tem representante no Brasil). Presentes jornalistas representando revistas especializadas, blogs, associações e importadores. Foram provados os vinhos: Burmester, Churchill, Cockburn's, Companhia Velha, Dalva, Dow’s, Duorum, Ferreira, Fonseca, Graham’s, Kopke, Messias, Niepoort, Poças, Quevedo, Quinta da Pedra Alta, Quinta da Romaneira, Quinta das Tecedeiras, Quinta do Crasto, Quinta do Noval, Quinta do Noval Silval, Quinta do Portal, Quinta do Vale D. Maria, Quinta do Vesúvio, Quinta Nova Nossa Sra. Carmo, Rozès, Taylor’s, Vallegre e Warre’s.
Uma prova inesquecível!
Nos próximos dias escrevo sobre alguns vinhos provados.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Degustação no Armazén Gourmet Em Campinas!

Neste Sábado a partir das 11 horas e até o final da tarde, quem for ao Armazém Gourmet em Campinas, vai poder provar espumantes, vinho tinto e rosé.
Para acompanhar um maravilhoso Canapé cremoso com caviar (torrada de pão de forma, cream cheese aerado de limão, cebola, limão, cebolinha e Caviar preto e vermelho de capelim).
Tudo isso é cortesia!
O Armazém Gourmet fica na Rua Olavo Bilac 172-Cambuí-Campinas-SP

La Casserole E Os Vinhos do Douro!


Na quarta-feira o IVDP recebeu jornalistas e pessoas ligadas ao vinho no restaurante francês La Casserole. O motivo principal do encontro foi a prova dos vinhos do Porto na Quinta-feira, no Consulado de Portugal, em São Paulo.
2007 foi considerado um ano Vintage. O Brasil importou no ano passado 960 mil garrafas de vinhos do Douro e para este ano, com crise mundial e tudo espera-se que 1 milhão de garrafas cheguem ao país.
Só Brasil e Alemanha aumentaram as importações de vinhos do Douro no ano da crise.
Foram servidos um camarão crispy ao creme de alho porró, uma entrada de Polenta ao mascarpone, cogumelos de Paris e crispy de presunto crú, Lombo de porco confitado, com molho demi glace e mix de feijões e profiterolles de sobremesa.
Os vinhos do Douro passavam de mesa em mesa. Os Brancos Crasto e Grainha.
Os tintos Quinta do Portal, Carm reserva, Crasto 2007, Casa Burmester Reserva 2003 e Quinta Touriga Chã.
Além dos vinhos do Porto Quinta do Crasto 2004 LBV, Burmester Tawny Reserva, Quinta Nova 2003 LBV, entre outros.
Todos excelentes.
O La Casserole continua ótimo e os vinhos do Douro também!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Milantino Nature Brut - Garibaldi - RS - Brasil

Garibaldi é a Champagne brasileira!
Da região saem grandes espumantes, melhores que muitos importados que aparecem por aqui. Nesse caso excluo as Campagnes e os Franciacorta, que realmente são de altíssima qualidade.
O Milantino Nature Brut é elaborado pelo método tradicional (champenoise) com as uvas tradicionais da Champagne, Pinot Noir e Chardonnay (lá a Pinot Meunier também entra no corte).
Tem cor dourada, perlage (bolhas) fino e persistente.
11,5% de álcool.
Aromas de panificação e florais.
Na boca notas de cítricas, principalmente de abacaxi.
Tem um bom final, com notas de Lichia.
A AOC vinhos do Brasil distribui o Milantino.
Fone 11 30441697
É bom e barato!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

1 Ano do Enoblogs!

fotos do primeiro Encontro EnoblogsPara quem gosta de vinhos basta digitar www.enoblogs.com.br
De um ano pra cá essa passou a ser a melhor forma de conhecer e visitar blogs que escrevem sobre o vinho.
Uma ideia fantástica do Alexandre Frias!Se a Internet ocupa hoje um espaço difícil de ignorar e de viver sem ela, imagine em um ou dois anos!
A rapidez e facilidade de encontrar todos os assuntos é impressionante. O enoblogs facilita o trabalho de quem procura alguma noticia, nota de degustação, tudo sobre o mundo do vinho.
Vida eterna para o enoblogs!
Parabéns Alexandre!