segunda-feira, 31 de março de 2014

Cantu no Encontro de Vinhos Off, em São Paulo...







Com um catálogo grandioso, com vinhos de 9 países e diversas regiões, a Cantu é uma importadora que não para de Crescer.


É também a importadora que participou mais vezes do Encontro de Vinhos.














É interessante lembrar de quando a Cantu importava apenas Susana Balbo, Ventisquero e Stagnari e agora ver o crescimento num espaço de tempo relativamente curto.


O Encontro de Vinhos Off será uma boa oportunidade para conferir as novidades da importadora.


Os ingressos já estão à venda no site http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/


O Encontro de Vinhos Off acontece na Casa da Fazenda Morumbi, das 14 às 22 horas.




domingo, 30 de março de 2014

sábado, 29 de março de 2014

Smith Haut Lafitte Tnto 2004 - Grand Cru Classé de Graves - Pessac-Léognan - Bordeaux - França









Guardei essa garrafa desde 2006. 

Sempre uso a regra mais simples possível para os vinhos de Bordeaux: 10 anos...

Esses vinhos evoluem por muitos anos, mas 10 anos é uma idade bastante praticada na sua terra natal e a se você não é daqueles  que gosta de vinhos bastante evoluídos, essa data sempre dá certo.

Abri a garrafa número 001678.

Decantei.

O produtor é mais conhecido pelos brancos, mas nos últimos 10 anos apresentou tintos excepcionais.

No corte Cabernet Sauvignon (55%),  Merlot (34%), Cabernet Franc (10%) e Petit Verdot (1%)

18 mêses em barrica (80% nova).

Cor bem escura, roxo, com vermelho rubi na borda.

No nariz tem boa intensidade.

Notas de cassis, cereja, couro, cogumelo, café... Nada explosivo, sutil e complexo.

Na boca tam taninos finos, acidez média, textura aveludada.

É um vinho elegante, que foi melhorando com o tempo na taça e com um final típico bordalês, longo...

Preço: o 2010 (uma safra mais bem avaliada para esse vinho) custa 1300 Reais na Grand Cru www.grandcru.com.br

Se alguém encontrar o 2004, deve pagar +- a metade desse valor.

Nota: 95/100

sexta-feira, 28 de março de 2014

Eno Cultura leva informação ao Encontro de Vinhos Off, em São Paulo.





A Eno Cultura é provedor dos cursos da WSET no Brasil

A WSET é a instituição de ensino mais respeitada do mundo do vinho.



Neste ano de 2014, eles estarão nos Encontros de Vinhos, falando sobre os cursos e explicando mais sobre a WSET.

www.enocultura.com.br

No Encontro de Vinhos Off, de São Paulo, no dia 21 de Abril, aluno ou ex aluno da WSET, tem 50% de desconto no Ingresso (de 60 por 30 reais), assim como os socios e alunos da ABS e SBAV.

Basta apresentar o Pin fornecido por eles a cada conclusão de nível.

Os ingressos já estão à venda no site http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/

O Encontro de Vinhos Off acontece na Casa da Fazenda Morumbi, das 14 às 22 horas.

http://www.casadafazenda.com.br/

Soli Pinot Noir 2010 - Um Pinot Noir muito Bom e Barato. Da Bulgária...







Conheci esse vinho na Confraria Dimenticaia, levado pelo amigo Bruno Airaghi.


Gosto muito dos Pinots do velho mundo, mas sempre esbarro no preço e na falta de opções.


Só existem os caros borgonhas no mercado e vários países do leste, de clima frio, produzem bons Pinot Noir a preços muito mais interessantes.


É o caso deste, que infelizmente não sei quem é o importador, mas encontrei alguns sites na internet que vendem o vinho.


A confraria era para provarmos vinhos de regiões pouco conhecidas e esse vinho foi o vencedor ao lado do peruano Intipalka Cabernet Sauvignon/Petit Verdot, levado por mim.


A informação que consegui da vinho vinícola, é que ela pertence a um empresário italiano do ramo textil, Edoardo Miroglio, que também é dono da Piemontesa, Tenuta Carreta, produtora de Barolos e Barbarescos.


Vendo o potencial do Vale dos Thraces na Bulgária fundou sua vinícola Elenovo, de 200 hectares, no ano 2000 - http://www.emiroglio-wine.com/en/cellar/wines


Para o Pinot Noir Soli, usou clones de Dijon (Borgonha) e plantou em solos arenosos.


O Vinho lembra muito um Borgonha.


No nariz é limpo, tem boa intensidade aromática.


Notas de groselha, morango, framboesa, ceereja e floral.


Na boca tem pouco corpo, taninos suaves, textura aveludada, equilíbrio e acidez excelente.


O final é médio/longo.


Preço: R$ 47,00 - No Oba Hortifruti, em Moema - São Paulo - Avenida Macuco, 655


Nota: 90/100




quinta-feira, 27 de março de 2014

Carlos Queria ser 2...3... - Conto




















Carlos não para. 

Gosta disso. 

Os quarenta e poucos anos não pesam.

Nos vinhedos faz tudo, no escritório faz tudo e ainda encontra tempo para
namorar.

No final de Agosto de 2005, a colheita no Duero foi boa. 


Carlos não dizia não
para nenhum compromisso. 


Aceitava participar de degustações, promovia encontros
para mostrar seus vinhos e ainda namorava com a bela Carmen.

Uma morena de olhos castanhos, 1 metro e 70 de altura e 70 quilos bem
distribuídos. 


O sorriso de Carmen e a risada, o sotaque andaluz, o senso de
humor e inteligência transformavam aquela morena na garota mais sensual do
Pueblo. E Carlos tinha pouco tempo pra ela. 


Fazia o possível e o impossível,
mas não conseguia. 


O mesmo fazia com os vinhedos e o resultado não era ruim.


Os vinhos eram bons!

Numa Segunda-feira, aniversário de Carmen, marcou uma reunião com importadores,
uma pequena viagem na região, um encontro com um enólogo bordalês e claro, um
jantar com Carmen.

Tudo aconteceu numa velocidade incrível. 


O dia era extremamente curto para
Carlos. 


O jantar com Carmen aconteceu no horário previsto, mas a cabeça de
Carlos estava a mil por hora.

Na Terça chegou tarde em casa, na Quarta Também e na Quinta nem chegou.
Sexta-feira Carmen sumiu do mapa e Carlos ficou apavorado.

Procurou na casa da sogra, na casa de amigas, até pegar o carro e ir para
Sevilla.

Tudo ficou pra trás. 


Os vinhedos, os encontros com importadores e os
compromissos urgentes que irritavam Carmen.

Quando chegou viu a morena sentada, olhando para o Guadalquivir acompanhada de
um amigo de infância. 


Se aproximou e pediu licença ao amigo.

Carmen falou da sua solidão, da saudade de casa e da decisão de voltar.

Carlos ficou transtornado, mas percebia pela primeira vez o que havia feito nos
últimos 3 anos.

O choro da morena e os lamentos de Carlos invadiram a madrugada. 


No dia
seguinte ligou para a bodega e tudo seguia normalmente. 


Sem ele.

Telefonou para Carmen e ela estava decidida, não voltaria mais.

Voltou para Burgos em prantos.


Olhar jovem e feliz se transformou em apenas um
dia. 


Agora Carlos tem olheiras profundas, não trabalha tanto, o vinho continua
bom, mas a bela Carmen não aguentou. 


Casou com o amigo de infância.

-Carlos queria ser 2, 3 e para mim não conseguiu ser 1...

Sobre filmes famosos - Sem Reservas - Por: Wania Westphal










O cineasta Scott Hicks, australiano nascido circunstancialmente na África em 1953 , é um apaixonado pelos bons vinhos e pela gastronomia.









Ele mesmo é proprietário de uma vinícola (Yacca Paddock Vineyard, na Península Fleurieu) em Adelaide, na Austrália. Depois de mais de trinta anos de carreira atrás das telas decidiu homenagear o universo gourmet. E escolheu um time de primeira para mostrar que há vida além das cozinhas dos bons chefs em Sem Reservas – No Reservation, de 2007.













Antes de trabalhar com a adaptação do roteiro original Mostly Martha, da colega alemã Sandra Nettlebeck, Hicks passou seis anos longe do cinema. Foi um período particularmente  sabático, em que se dedicou à produção de seus vinhos enquanto fazia alguns trabalhos em comerciais de TV e curtia  sua mulher e os dois filhos.


O diretor de  Shine (de 1996, que entre outros prêmios valeu ao australiano  Geofrey Rush o Oscar de melhor ator de 1997 pela atuação como o ‘brilhante’ pianista David Hellgott) juntou elementos interessantes, além de um casal belíssimo para protagonizar sua história.













Primeiro a (não tão) mocinha, a britânica Catherine Zeta-Jones que interpreta uma reconhecidamente  talentosa e intempestiva chef que comanda a cozinha do 22 Bleecker, em Manhattan. Monotemática, usa as sessões da psicoterapia - que foi obrigada a fazer por ordem da proprietária do restaurante - para falar de suas receitas, experimentações e savoir faire. Não tem filhos, não namora, vive sozinha e aparentemente não faz outra coisa da vida a não ser cozinhar , antes e depois de chegar em seu apartamento silencioso e encontrar zero recados na secretária eletrônica.













O ambiente muda muito quando Kate entra no espaço que escolheu para ser seu melhor habitat. Na que ela chama o tempo todo de “minha cozinha” , os assistentes e sub chefs não param um segundo nem podem descuidar de nenhum detalhe, tamanho o domínio que a chef tem sobre cada um dos aproximadamente 110 pratos servidos a cada jantar. E a tarefa começa muito antes, porque é ela pessoalmente quem conversa com os fornecedores, pouco depois das 4h30 da manhã (quando levanta da cama), escolhe os peixes e crustáceos num mercado ao pé da Ponte do Brooklin. Curiosamente, esse é um dos poucos lugares em que Kate se mostra simpática - com os peixeiros, para conseguir o melhor produto para os pratos que vai servir à noite.


Dia desses, a irmã de Kate, mãe solteira de uma garotinha de 9 anos, telefona para avisar que ambas estavam chegando para uma visita. A partir daí, a vida da chef  sofre uma reviravolta: cabe a ela a guarda da sobrinha (Abigail Breslin, de Sinais e Pequena Miss Sunshine) que, ao contrário da mãe, sobreviveu ao grave acidente de carro que ambas sofreram no caminho.


O impacto emocional é forte, e nesse momento o filme entra num ritmo perigoso  porque deixa de lado a sugestão uma simpática comédia romântica para se transformar num drama emocional doloroso, de uma Kate ainda mais deprimida, com a perda da única irmã, e da pequena Zoe que não só perdera a mãe alegre, jovial, apaixonada e alto astral – que deu à filha um nome que significa vida, no grego  - como  teria de passar os próximos anos ao lado de uma tia obstinada pelo trabalho que, a rigor, mal conhecia.













Boa hora para a chegada do galã Aaron Eckhart (o motoqueiro cabeludo de Erin Brockovich) , que interpreta Nick, um chef assistente contratado às pressas para dar conta da demanda na cozinha de Kate enquanto ela é obrigada pela patroa a tirar uma licença durante uma semana. É do americano Nick , com sua orientação italianesca – oriunda da ‘escola’ que ele cursou ao se mudar para Milão apaixonado por una bella regazza – o talento para convencer a pequena Zoe a experimentar uma pasta ao sugo com toques de manjericão.













“Você sabia que na Roma Antiga os jovens mascavam manjericão para combater o mau hálito?” A mentirinha não cola, mas quebra a resistência da garotinha, que devora o tagliarini como se fosse um copo d’água no meio do deserto depois de alguns dias praticamente em jejum diante da alta gastronomia da tia, na primeira semana em sua nova casa.


Não demora muito para a menina atuar na aproximação entre o novo amigo Nick e a tia Kate que, apesar do empenho para ser bacana, não passava de uma chata. Em meio ao nascedouro desse embrião de romance, surge também o ciúme profissional, uma vez que Nick, além de talentoso, é muito mais carismático e bem visto pelos subalternos que a chefe titular.


Entre uma situação e outra, são mostradas algumas dicas preciosas, como a escolha das trufas brancas adquiridas no mercado negro pela bagatela de $ 4.4 mil por quilo – seja lá o que isso signifique. Ou a inclinação do maçarico aceso em direção à sobremesa de natas que se transforma dez segundos depois num delicioso creme brulée. Sem falar no ingrediente secreto usado por Kate e que fez dela a responsável pelo melhor molho de açafrão de toda Nova York.













Um ponto alto de Sem Reservas é a música. Na mesma época em que rodava o filme, o diretor Scott Hicks mantinha uma estreita relação com o protagonista do documentário realizado também em 2007, Glass: A Portrait of Philip In Twelve Parts. Por isso, é o músico norte-americano Philip Glass, um dos mais influentes de sua geração, quem responde pela escolha da trilha sonora da fita. Lidiamo, da Traviata de Giusepe Verdi; Um Bel di Vendremo, ária de Madame Butterfly, de Giacomo Puccini; Via Com Me, de Paolo Conte, e uma das mais tocantes árias de Turandot de Giacomo Puccini , a Nessun Dorma, na voz de Luciano Pavarotti, são alguns exemplos do que se ouve ao longo dos 104 minutos do filme.










No mais, são citados Alain Passard, do três estrelas  L’Arpege, de París, e um hábito excêntrico  de arremessar pratos em aprendizes, além de um Dolcetto 2002 que parecia ser do Piemonte, mas era mesmo das colinas de Adelaide - num elogio sutil aos vinhos do Novo Mundo que o diretor tanto aprecia. Está longe de ser um grande filme, mas é bem cuidado, tem um apelo emocional significativo, uma excelente soundtrack e um final feliz. É um filme  razoável, para assistir sem reservas. E, de quebra, conhecer os três segredos da cozinha francesa que são revelados numa conversinha romântica entre Kate e Nick...






quarta-feira, 26 de março de 2014

Miolo no Encontro de Vinhos Off, em São Paulo







A Maior vinícola do Brasil também confirmou presença no Encontro de Vinhos de São Paulo.

Com vinhos em diversas faixas de preço e presença importante no mercado brasileiro, a Miolo é uma das vinicolas que mais exportam.

Diversos países já começam a conhecer os vinhos brasileiros, num trabalho longo para colocar o país entre os produtores de vinhos de qualidade.

O local é o mesmo do ano passado, a Casa da Fazenda Morumbi - Avenida Morumbi, 5594.
Aos poucos vou falando sobre os expositores.
Os ingressos custam 60 reais, mas comprando com antecedência, pelo nosso site, sai por 50 reais.
Sócios da Sbav, ABS e alunos da WSET pagam meia e também podem comprar pelo site.
SBAV e ABS devem comprovar com a carteira de associado ou aluno e alunos da WSET, basta mostrar o PIN.
http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/

Salton Talento 2009 - Tinto - Rio Grande do Sul - Brasil







Elaborado com Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (30%) e Tannat (10%).

Passou 12 meses em barricas de carvalho francês novo.

No nariz é limpo, com boa intensidade aromática.

Notas de ameixa, cassis, amora, funghi, eucalipto, baunilha, flores brancas e chocolate...

Na boca é seco, tem acidez média/alta, taninos finos, com boa textura, macia e elegante.

Tem corpo médio e notas de tabaco.

Final médio/longo.

Preço: cerca de 60 reais.

Nota: 90/100


O Vinho e a Pintura - Miguel Bethencourt - Pintado para ilustrar um poema de Fernando Pessoa





Miguel nasceu em 1979, em Puerto de la Cruz, em Santa Cruz de Tenerife - Espanha

Essa ilustração foi criada para ilustrar um poema do grande Fernando Pessoa, num evento chamado Arte y Vino, na Espanha.

Título: Lidia

Para entrar no clima, publico o poema em Espanhol, já que Fernando Pessoa era do mundo.



Bocas rojas  de vino,

Frentes blancas bajo rosas,

Desnudos, blancos antebrazos

Reposados sobre la mesa,

Que así sea, Lidia, el cuadro

En que quedemos, mudos,

Eternamente inscritos

En la conciencia de los dioses.

Antes esto y no la vida

Que los hombres viven,

Llena del negro polvo

Que alzan de los caminos.

Sólo socorren los dioses

Con su ejemplo a aquellos

Que nada más pretenden

Irse en el río de las cosas.



Veja mais em: http://miguelbethencourt.com/blog/?p=378#sthash.BD8h4x3d.dpuf




terça-feira, 25 de março de 2014

World Wine no Encontro de Vinhos Off





Uma das maiores importadoras do país já confirmou presença no Encontro de Vinhos Off, do dia 21 de Abril, em São Paulo.

A World Wine tem um dos maiores catálogos do mercado, com produtores de diversas regiões e países.

Uma garantia de bons rótulos para o Encontro.

O local é o mesmo do ano passado, a Casa da Fazenda Morumbi - Avenida Morumbi, 5594.
Aos poucos vou falando sobre os expositores.
Os ingressos custam 60 reais, mas comprando com antecedência, pelo nosso site, sai por 50 reais.
Sócios da Sbav, ABS e alunos da WSET pagam meia e também podem comprar pelo site.
SBAV e ABS devem comprovar com a carteira de associado ou aluno e alunos da WSET, basta mostrar o PIN.
http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/

Adolfo Lona Nature Pas Dosé - Espumante - Garibaldi - Brasil





Elaborado com as variedades Chardonnay, Pinot Noir e Merlot (vinificado em branco) pelo método tradicional (champenoise) e sem nenhuma adição de açúcar (por isso pas dosé).

Passou 1 ano e meio em contato com as leveduras.

Cor amarelo entre o palha e o dourado. Perlage fina, rápida, barulhenta, intensa.

No nariz é limpo, mostra boa intensidade aromática.

Notas de manteiga, pão tostado, frutas secas, amêndoa, mel...

Na boca tem boa acidez, equilíbrio e uma cremosidade incrível, as borbulhas bem finas viram uma mousse com sabor complexo que pode mostrar frutas exóticas como a jabuticaba, indo para as notas já sentidas no nariz provocadas pelo contato com as leveduras.

É extremamente elegante e gostoso de beber.

Só 4600 garrafas foram produzidas.

Preço entre 60 e 70 reais.

Nota: 91/100


segunda-feira, 24 de março de 2014

Caballo Loco Grand Cru Maipo/Andes 2011 - Valdivieso - Chile





Os vinhedos desse "Cru de Maipo Andes" estão a 600 metros de altitude e nesta safra, passou por um outono muito longo, sem excesso de calor.

Tinto elaborado com Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

No nariz é limpo, tem boa intensidade aromática, notas de goiabada, cassis, mentolado e tabaco.

Na boca é seco, suculento.

Tem acidez média/alta, taninos finos, com textura aveludada, encorpado, notas de frutas vermelhas e negras maduras, especiarias doces (baunilha, cravo), chocolate.

Final longo.

Preço (2010 disponível no Brasil): 238,00 - na Ravin - www.ravin.com.br 

Nota: 91/100

A foto é do vinho de 2010.


Tudo sobre as regiões francesas - Beaujolais et Lyonnais - Parte 8 - AOC Fleurie






























A AOC Fleurie é um famoso Cru de Beaujolais.


São 870 hectares de vinhedos plantados a altitudes que
variam entre 220 e 430 metros.


A produção anual é de cerca de 42.500 hectolitros de vinhos
tintos elaborados com a Gamay.


Os vinhos são elegantes e muita gente explica essa elegância
citando a exposição ao sol (sudeste e nordeste).


Mas não se pode esquecer da variação climática, já que o
terroir contra com 3 influências (oceânica, mediterrânea e continental).


Tudo isso ajuda, e muito, no desenvolvimento da Gamay.


Os vinhedos se desenvolvem melhor nas zonas mais baixas da
AOC, onde os solos são mais profundos e ricos em argila.


Os vinhos oferecem os aromas de frutas vermelhas típicos da
Gamay e notas florais (principalmente violeta e rosa).


Os vinhos são estruturados, com bom equilíbrio e
personalidade.


Os vinhos da AOC Fleurie ainda oferecem boa capacidade de
guarda (principalmente os elaborados com uvas de vinhedos da parte baixa da
AOC).

domingo, 23 de março de 2014

A China ameaçou uma salvaguarda contra os vinhos europeus. Os franceses tremeram... Vitória do presidente Xi Jinping











O presidente chinês Xi Jinping, fez uma enquete para criar uma
lei anti-dumping contra os exportadores de vinho europeus.


Segundo ele, as exportações estavam prejudicando os produtores
chineses.


A ameaça terminou com um acordo entre as duas organizações profissionais
que cuidam dos setores na China e na Europa.


As organizações fizeram um protocolo de acordo na véspera da
viagem do presidente chinês para a França e Bruxelas.


A ameaça de uma ação anti-dumping, começou em Julho do ano
passado, em resposta a medidas européias contra painéis solares chineses.


Com medo de uma guerra comercial, a União Européia resolveu
rever as taxas anti-dumping sobre os painéis solares e a China se comprometeu a
colocar um piso para os preços dos painéis e suspender as medidas sobre os
vinhos europeus.


Os produtores de vinhos pressionaram bastante para que o acordo
saísse, já que as exportações de Bordeaux caíram e o resultado de uma possível
salvaguarda chinesa poderia causar sérios problemas para a industria de vinho
francesa.


Os franceses se comprometeram no acordo, a financiar a
implantação de variedades de uva na China, formar viticultores e criar métodos
de avaliação e controle para os vinhos chineses.


Por sua vez, os chineses apoiarão a promoção da cultura
vitivinicola na China com degustações de vinhos europeus por todo o pais.


A China gastou em 2012, 546 milhões de euros em vinhos Franceses
e 89 milhões em vinhos espanhóis e 77 milhões em vinhos italianos.


O numero de negócios entre a União Européia e a China, chega aos
559 bilhões de dólares.











































sábado, 22 de março de 2014

A Rede Starbucks vai ampliar o número de lojas que vendem Cerveja e Vinho





A rede com sede em Seattle (EUA), começou a vender cerveja e vinho na sua cidade natal em 2010, o número cresceu para 25 endereços e agora deve subir para 40 cafés em 2014.

O objetivo é manter o horário de pico das primeiras horas da manhã, oferecendo pratos leves e bebidas alcoólicas além dos conhecidos cafés.

Quando isso vai chegar ao Brasil não se sabe, mas só nos Estados Unidos, existem cerca de 11 mil lojas, ou seja, 40 lojas ainda é um número muito pequeno.

A experiência começou (é claro), na França e deu certo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Só falta 1 mês para o Encontro de Vinhos Off, em São Paulo







Já é uma tradição!

Um dia antes da Expovinis produtores, importadores, sommeliers, donos de restaurantes, lojas, enófilos...

Todos são bem vindos ao Encontro de Vinhos Off.

Dia 21 de Abril mais uma vez teremos essa oportunidade de negócios, conhecimento e valorização do vinho.

O local é o mesmo do ano passado, a Casa da Fazenda Morumbi - Avenida Morumbi, 5594.

Aos poucos vou falando sobre os expositores.

Os ingressos custam 60 reais, mas comprando com antecedência, pelo nosso site, sai por 50 reais.

Sócios da Sbav, ABS e alunos da WSET pagam meia e também podem comprar pelo site.

SBAV e ABS devem comprovar com a carteira de associado ou aluno e alunos da WSET, basta mostrar o PIN.

http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/

Tudo sobre as regiões francesas - Beaujolais - Parte 7 - AOC Côte de Brouilly







A AOC Côte de Brouilly é
mais um Cru do Beaujolais.


Os vinhedos ficam no Mont
Brouilly e ocupam 310 hectares.


Como os vinhedos ficam em
encostas, algumas partes recebem melhor exposição solar do que outras, mas como
a inclinação das encostas é grande, todo acaba sendo compensado.


Os solos são pedregosos,
especificamente, de uma pedra famosa na região, a Pierre Bleue de Brouilly
(pedra azul de Brouilly), uma pedra dura de origem vulcânica com presença de
quartzito e metadiorito.


Essa tipicidade dos solos
aparece nos vinhos.


Já na cor, os vinhos
mostram intensidade, cor grená e púrpura.


No nariz são intensos nos
aromas, prevalecendo sempre as frutas vermelhas da variedade Gamay, mas com
notas de cereja e especiarias acompanhando.


São vinhos com textura
suave, mas com os taninos bem presentes.






























Normalmente são vinhos
longos e com bom potencial de guarda.

Pisa a pé em lagares. Assim são os vinhos da Quinta Vale Dona Maria. Provei o Excelente Vinha do Rio 2011.







Provei na mesma degustação vários vinhos da Quinta Vale Dona Maria (Douro).

Conheço a qualidade desses vinhos há algum tempo, mas não conhecia o Vinha do Rio.

Fiquei impressionado com esse vinho de pequena produção (cerca de 2000 garrafas), de uma parcela de vinhas velhas (cerca de 100 anos) ao lado do Rio Torto.

Na mesma parcela Tinta Francisca, Touriga Franca, Sousão, Rufete e Touriga Nacional.

O vinho estagiou em barricas francesas por cerca de 20 meses.

A cor é concentrada, vermelho rubi com reflexos violeta.

No nariz é limpo, tem boa intensidade aromática, com notas de cereja, amora, framboesa, violeta, flor de laranjeira, especiarias doces e um toque de chocolate.

Na boca tem taninos firmes, acidez alta, excelente textura e equilibrio que mostra que o vinho deve evoluir muito com mais tempo em garrafa.

O final é longo com nota de chocolate.

Bom esperar no mínimo 10 anos para aproveitar toda a complexidade do vinho.

Preço: R$ 898,00 na World Wine - www.worldwine.com.br

Nota: 95/100

Conversei com o Cristiano Van Zelles sobre a opção pela Pisa em Lagares para todos os vinhos tintos da Quinta Vale Dona Maria.

Veja o vídeo:












quinta-feira, 20 de março de 2014

A Revista La Cav, do Chile, perguntou quais vinhos chilenos é preciso conhecer antes de morrer. Veja o resultado





É importante dizer, que as escolhas foram feitas por cerca de 60 enólogos, jornalistas, sommeliers, donos de restaurantes, gerentes de hotel...

16 vinhos foram escolhidos.

O trabalho foi da jornalista Ana María Barahona.

Vejo o resultado:

Viña Casa Marin Miramar Riesling

Viñedo Chadwick

Viña Santa Rita Reserva Especial Cabernet Sauvignon

Viña Quebrada de Macul - Domus Aurea

Viña Lapostolle Clos Apalta

Viña Altaïr

Viña Concha y Toro - Carmín de Peumo

Viña Almaviva - Almaviva

Viña Tabalí - Talinay Chardonnay

Viña Aquitania - Sol de Sol Chardonnay

Viña de Martino - Viejas Tinajas Cinsault

La Reserva de Caliboro - Erasmo Torontel

Viña Seña

Viña Antiyal

Viña Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc

Viña Concha y Toro - Don Melchor

quarta-feira, 19 de março de 2014

Provei uma vertical de Caballo Loco no Chile. Incrível!





O Caballo Loco é um vinho sem safra, uma mistura de vinhos de anos diferentes que resulta num vinho especial, disputado, caro.

Custa 368 reais na importadora Ravin www.ravin.com.br

Visitando a Valdivieso para a produção de um documentário, provei uma vertical na presença do enólogo Brett Jackson e do enólogo e gerente de exportação Eugenio Ponce.

Neste vídeo o Eugenio explica o conceito do Caballo Loco:







O Caballo Loco #4 foi o primeiro da prova, um vinho elaborado com vinhos do número 3 (que por sua vez tinha vinhos do número 2, que tinha vinhos do número 1) e 50% de vinhos da Safra 1997.

Ou seja, um vinho adulto, evoluído positivamente.

A cor mostra reflexo de evolução só na borda, com a cor ainda viva no centro do copo, rubi intenso, reflexo bem leve âmbar.

No nariz é intenso, limpo.

Notas de fruta bem madura e frutas secas, como figo e tâmara.

Lembra um Amarone.

Na boca tem uma sensação leve de doçura.

Taninos macios, médios. Acidez média/alta, ainda com muita fruta (frutas negras maduras), café, marmelada e chocolate.

Final longo.

Nota: 93/100



O Caballo Loco # 9 foi elaborado com 50% da Safra 2005 e o restante no sistema que o Eugenio explicou no vídeo.

Cor vermelho rubi, intenso.

No nariz intensidade alta de aromas.

Especiarias doces, cereja, geleia de frutas vermelhas, caramelo, chocolate.

Na boca tem textura extremamente macia, aveludado, excelente equilíbrio, taninos médios, acidez média/alta, final longo.

Nota: 92/100



O Caballo Loco # 15, que ainda não chegou ao mercado brasileiro (a Ravin vende o número 14), é um vinho ainda jovem, apesar do sistema de produção favorecer a maciez e equilíbrio do vinho desde que é colocado no mercado.

A cor é rubi, intensa, profunda.

No nariz intensidade alta de aromas.

Frutas negras maduras, geleia de frutas, chocolate, baunilha...

Na boca é potente, intenso, taninos finos, boa textura.

Acidez alta, equilibrado, longo.

Nota: 92/100


Guia Brasil às Cegas - Convidados avaliando mais de 800 vinhos, de diversos países, tudo às cegas.





O Guia Brasil às Cegas é o primeiro guia às cegas lançado no mercado. Normalmente os guias tem um autor/degustador ou alguma revista que organiza a avaliação dos vinhos. No caso deste guia, os avaliadores foram convidados, em diversas degustações.

Sem rótulo, sem informação prévia sobre os vinhos, sem nenhuma influíncia.

Imagina o trabalho de organizar degustações, cada uma com uma média de 25 vinhos, chamar as pessoas, avaliar mais de 800 vinhos?

Uma loucura. Um teste.

O Guia mostra algumas surpresas do tipo vinho barato, desvalorizado e bem pontuado.

O Cristiano Orlandi, o Maurício Tagliari e o Rogério de Campos, participaram da odisséia junto comigo.

Saiu muito melhor do que pensávamos por ser uma primeira experiência.

Me antecipei mostrando o Guia porque não consigo esperar.

Ainda estamos organizando a distribuição, mas para a informação não ficar incompleta, quem quiser comprar um exemplar pode entrar em contato pelo e-mail brasilascegas@hotmail.com

terça-feira, 18 de março de 2014

Dia 21 de Abril tem o Encontro de Vinhos Off, em São Paulo





Já é uma tradição, um dia antes da Expovinis, o Encontro de Vinhos Off, recebe produtores, importadores, sommeliers, lojistas, todo o mundo do vinho...

Bom para o profissional que vem de outros estados e até pessoas de outros países que visitam a Expovinis e chegam um dia antes na cidade.

Pra melhorar, a feira acontece no final de um feriado prolongado, facilitando a vida de quem vem de fora.

Dia 21 de Abril, na Casa da Fazenda Morumbi - Avenida Morumbi, 5594.

Ingressos a 60 reais.

Quem comprar pelo site paga 50 reais até 1 dia antes da feira http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/

Sócios da Sbav ou ABS pagam 30 reais.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Maquis Lien 2009 - Viña Maquis, Valle do Colchagua - Chile





Mais um excelente vinhos chileno que acredito que ainda não esteja no mercado brasileiro.

É um corte de Cabernet Franc (42%, Syrah 32%, Carménère 23% e Petit Verdot 3%.

São vinhos elaborados com uvas de agricultura sustentável, a caminho da certificação orgânica.

100% do vinho estagiou em barricas francesas por 10 a 12 meses.

No nariz é limpo, intenso.

Tem boa fruta, mirtilo, amora, ameixa, tabaco e notas florais e de especiarias doces.

Na boca é seco, boa acidez (média-alta), taninos finos (médio/alto), encorpado.

Notas de tabaco, chocolate, frutas negras.

Final longo.

Nota: 92/100