quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NEBBIOLO D´ALBA DOC





Os vinhos Nebbiolo D´Alba são produzidos em várias cidades do
Piemonte, em uma grande região. Os produtores de Barolos e Barbarescos,
por exemplo, produzem também os Nebbiolo D´Alba com uma parte de suas
uvas que não são destinadas aos vinhos principais.
A zona permitida
de produção inclui toda a priovincia de Cuneo. Cidades: Canale,
Castellinaldo, Corneliano d'Alba, Monticello d'Alba, Piobesi d'Alba,
Priocca, S. Vittoria d'Alba, Vezza d'Alba, Sinio e Govone e in parte
quello dei comuni di: Alba, Bra, Baldissero d'Alba, Castagnito, Diano
d'Alba, Grinzane Cavour, Guarene, La Morra, Magliano Alfieri, Monchiero,
Monforte d'Alba, Montà, Montaldo Roero, Montelupo Albese, Monteu Roero,
Novello, Pocapaglia, Roddi, Roddino, S. Stefano Roero, Sommariva Perno e
Verduno.
Todas estas cidades ficam ao redor de Alba e nas duas margens do rio Tanaro.
Denominazione di Origine Controllata Nebbiolo D´Alba
Variedade:
Nebbiolo
Solo: Calcário, Arenito e Argila
Tempo de maturação obrigatório: 1 ano
Tipo de vinho:
versões mais leves dos Barolos e Barberscos.
Harmonizam bem com agnolotti, gnocchi alla bava, funghi, torta de cebola com salame piemontês, carnes vermelhas e aves.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mais 14 Hectares Para Pomerol!




Não foi nenhuma mudança nos limites da Appellation, foi o hipódromo de Libourne que foi transferido para Langon, ao sul de Bordeaux. Com isso, os 14 hectares do terreno onde estava, será liberado para o plantio de uvas da valiosa Appellation Pomerol, onde está o Château Petrus. Claro que os produtores da região já começam a disputar essas terras abençoadas para aumentar suas produções com um terroir inigualável. As negociações já começaram, vamos ver quem leva a melhor!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vinhos de Paris!!!


Apenas 5 quilômetros separam SURESNES da Torrre Eiffel.
É assim, ao lado de Paris que 4800 pés de vinhas esperam por um enólogo.
Um hectare, com vista para a igreja de Sacré-Coeur e Torre Eiffel.
A adega foi construída seguindo as ordens do enólogo Jacques Puisay. É a única localizada na Ile-de-France que segue a filosofia dos vinhos de artista.
Os proprietários esperam conseguir do Instituto Francês do Vinho, uma identidade geográfica protegida.
A colheita de 2009 deve render 6.000 garrafas, que serão vendidas nos mercados, no escritório de turismo e via internet.
Essas vinhas tem história!
No final do império romano, um decreto autorizou a população de Lutécia (antigo nome de Paris) a plantar vinhas. Muitos romanos que ficaram desenvolveram a cultura que depois perdeu espaço para a cidade.
Em 1926, o arquiteto Henry Sellier, adquiriu um terreno para conservar a parcela de vinhedos. Replantados em 1960 por Etienne Lafourcade, membro do partido comunista e neto de um chefe de cave de Bordeaux.
As vinhas são de Chardonnay 85% e Sauvignon Blanc 15%. São as maiores da região (1 hectare). Existem outras sete na região parisiense. Em Bagneux, Clamart, Issy-les-Moulineaux, Courbevoie, Rueil-Malmaison, Chaville, et Meudon.
Até o bairro de negócios de La Défense possui suas vinhas, e pasmem, são "Biô". Os vinhedos do le Clos de Chantecoq, foram plantados por um órgão público em 2007. São 350 pés de Pinot Noir e 350 de Chardonnay (dá pra fazer um espumante). Como as vinhas são novas, a primeira colheita deve acontecer agora, em 2010.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Beaujolais


Beaujolais fica na Borgonha, ao sul. É o distrito mais ao sul da Borgonha.
Uma brincadeira para premiar os trabalhadores da colheita virou uma arma de marketing que depois do sucesso veio a generalização. Os vinhos Beaujolais nouveau, foram criados para representar uma festa dos vinhedos, viraram sucesso mundial e depois caíram em desgraça, Basta falar em Beaujolais e todo mundo pensa no Nouveau.
Os vinhos e de Beaujolais, produzidos com a Gammay, são leves e frutados. Devem ser consumidos jovens e ligeiramente frescos, 14 graus.
Mesmo assim os vinhos são divididos em quatro categorias: Cru Beaujolais, produzido em uma das 10 vilas do norte onde o solo de granito oferece mais qualidade para a Gammay. São as vilas de Broully, Côte de Broully, Morgon, Chénas, Chiroubles, Fleurie, Juliénas, Moulin-à-Vent, Regnié et Saint-Amour.
Outra categoria é o Beujolais, Parte setentrional do distrito onde o solo é calcário.
Beaujolais supérieur, na mesma região, mas com teor alcoólico mais alto. E por fim Beaujolais-Village, produzido em 39 vilas, tem solo de granito e areia, que contribui para os aromas de cassis e morango nos vinhos produzidos por lá
O importante é não ter preconceitos quando o assunto é vinhos. São 1250 produtores só em Beaujolais villages. Não vale dizer nada antes de provar. seja o vinho que for, de onde for. Elaborado com uvas viníferas, é claro!

sábado, 26 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Appellation Mercurey Controlée


Mercúrio, o mensageiro de Deus, foi a inspiração para o nome Mercurey. É a maior appellation da Côte Châlonnaise.
Era considerado um dos melhores vinhos da Borgonha, infelizmente a phylloxéra a destruiu a maior parte das vinhas.
Hoje os vinhos estão melhorando tanto em qualidade como em quantidade, mas ainda não atingiram nem a fama nem a qualidade do passado.
Os tintos são bastante perfumados e elegantes e os brancos são muito parecidos com os produzidos na Côte de Beaune. Os Mercurey Premier Cru, são parecidíssimos com os Pommard e estão entre os grandes vinhos da Borgonha.
Appellation:
Appellation Mercurey Controlée, Appellation Mercurey Premier Cru Controlée
Localização: Cote Châlonnaise, 12 km de Chalon sur Saône
Vilas: Mercurey e Saint Martin Montaigu
Solo: calcário
Superfície: 600 hectares
Produção: 3,4 milhões de garrafas de Tintos e 300 000 garrafas de Brancos
Variedade: Pinot Noir (tintos) e Chardonnay (brancos)
Guarda: Tintos de 4 a 10 anos e Brancos de 3 a 6 anos
Boas safras: 2005, 2003, 2002, 1999
Aromas: tintos, Frutas vermelhas e violeta e amêndoa e avelã e mel (brancos)
Harmoniza bem com Coq au vin e Boeuf Bourguignon no caso dos tintos e carnes brancas no caso dos brancos

O Porto Falsificado Vindo de Miami


A Florida é a terra do sol, das praias, da Disney, da badalação de South Beach e do Porto falsificado.
Um amigo trouxe uma garrafa de vinho da Florida pra mim. Sim eles existem. O problema é que trouxe para um Figueiredo uma garrafa de Porto falsificado. Porto é como Champagne, só pode chamar o vinho de Porto se for produzido lá. O resto são vinhos fortificados de outras regiões, alguns com outros nomes, mas grande qualidade. Mas Porto é Porto.
O amigo veio com ar de gozação com o
Casa Del Sol Strawberry Port.
Fiquei perplexo! Provei.
Aromas de morango realmente. Um pouco de caramelo. Nada a ver com Porto. Nem de longe. A garrafa é bonita, são 19% de álcool e jeitão de licor. Porto não é! Nem parece!
É produzido perto de Tampa, na Flórida.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Marqués de Riscal 2004 Rioja Reserva - Espanha


Um vinho tradicional da Rioja, sem erro, sem surpresas negativas.
Elaborado com 90% tempranillo e 10% de Graciano e Mazuelo.
Passou 26 meses em carvalho americano.
Este 2004 tem com rubi com reflexos vermelhos.
No nariz
cerejas em calda, especiarias, terra, alcaçuz e caramelo.
Na boca taninos macios, bom equilíbrio, notas de groselha e boa acidez.
Final longo. 14% de álcool.
Acompanha muito bem carnes vermelhas e caça.
Importado pela Interfood www.interfood.com.br

Appellation Meursault Controlée



Os vinhos brancos de Meursault estão entre os melhores do mundo.
Um terço da produção é classificada como Premier Cru, de ótima qualidade.
Appellations: Appellation Meursault Controlée, Appellation Meursault Premier Cru,
Appellation Volnay-Santenots Premier Cru (vinhos tintos)
Localização: Na Côte de Beaune, ao sul de Volnay e norte de Puligny Montrachet
Vila: Meursault
Solo: Calcário
Superfície: 440 hectares
Produção: 2.5 milhões de garrafas
Variedades: Chardonnay e Pinot Noir (para a pequena quantidade de tintos)
Guarda: 3 a 15 anos
Boas Safras: 2005, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993, 1990
Aromas: amêndoa, maçã e avelã
Harmoniza bem com peixes e frutos do mar

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mais um biô! Domaine ...


 جدا
جديد حسين الجسمي 2011 صدمة القلب - الجزء الأخير Hussein El Gasmy 2012 جزامني
يشارك الفنانة رحمة رياض احمد والفنان صلاح البجر والفنان حسن الطائي قصة تمزق القلب
كليب حسين الجسمي ججزامني 2011 يتكلم عن افتراق الحبيبين وصدمة وانهيار وجنون الرجل

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Os herbicidas então matam as ervas daninhas, os pesticidas matam os predadores das pragas e por fim, o solo e o sistema também
جدا
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Appellation Volnay Controlée


Volnay só produz vinhos tintos. São bem estruturados e elegantes.
Os brancos são produzidos no mesmo terroir, mas são vendidos com o nome da appellation Meursault. Os vinhos Volnay-Santenots tintos, são na verdade de Meursault.
Appellation:
Appellation Volnay Controlée, Appellation Volnay Premier Cru
Localização: entre Pommard e Meursault, na Côte de Beaune
Vilas: Volnay, Volnay-Santenots (produzido em Meursault)
Solo: calcário e argila
Superfície: 230 hectares
Produção: 1.3 milhões de garrafas
Variedades: Pinot Noir
Tipo de vinho: Tintos elegantes
Guarda: 3 a 15 anos
Boas Safras: 2005, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993, 1990
Aromes: frutas vermelhas maduras, framboesa e violeta
Harmoniza bem com caça

Revista Wine Enthusiast Selecionou os 100 Melhores do Mercado Americano


Os países mais tradicionais na produção de vinho na Europa não conseguiram criar uma revista de sucesso mundial como os americanos. Wine Advocate de Robert Parker, Wine Spectator e Wine Enthusiast são lidas no mundo inteiro. O resultado é que os vinhos dos Estados Unidos dominam completamente estas listas. Na Wine Enthusiast parece até um exagero. Digo parece, pois muitos vinhos são desconhecidos, não estão no mercado brasileiro e podem realmente ser excelentes. O Charles Smith 2006 Royal City Syrah (imagem do rótulo acima) do Columbia Valley (Washington State) recebeu 100 pontos da revista e é o segundo colocado por custar 80 dólares. O primeiro, levando em conta também o preço, é o Cambria 2006, um Pinot Noir da Julia´s Vineyard (Santa Maria Valley, California). Entre os 10 primeiros, apenas dois franceses (uma Champagne e um Vouvray) e um italiano (um Barbaresco). Entre os 100 a liderança dos Estados Unidos continua.
Ou nosso mercado está longe de ter os melhores vinhos (Estados Unidos) ou a revista foi, digamos, patriota.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Appellation Mâcon Controlée

No passado Mâcon era conhecido pelos vinhos tintos, hoje eles continuam sendo produzidos, mas são minoria e perderam a importância para os Brancos. Mâcon é a maior região produtora de brancos da Borgonha.
Os brancos de Mâcon são leves e secos, são vinhos para o consumo diário com boa relação preço/qualidade.
Os tintos são leves e frutados.
Os vinhos chamados "Mâcon Supérieur" são produzidos nas mesmas regiões, mas são mais alcoólicos e encorpados, por isso recebem a qualificação "Supérieur".
Os chamados Mâcon Villages também são produzidos na mesma região, com as mesmas técnicas de vinificação, mas são melhores e só brancos levam a qualificação.
Appellation:
Appellation Mâcon Controlée
Appellation Mâcon Supérieur Controlée
Appellation Mâcon Villages Controlée (só vinhos brancos)
Localização: de Tournus até Mâcon
Vilas mais importantes: Mâcon, Péronne, Igé, Azé, Vergisson, Chardonnay (isso mesmo a Vila de Chardonnay existe e tem 170 habitantes) e Tournus
Solo: Calcário e giz
Superfície: 4 100 hectares
Produção: 13 milhões de garrafas
Variedades: Tintos com Pinot Noir e Gamay e Brancos com Chardonnay
Guarda: (Brancos) 2 à 3 anos (Tintos) 2 a 5 anos
Boas safras: 2006, 2005, 2003
Aromas: (Brancos) amêndoa, avelã e flores (tintos) morango e framboesa
Os brancos harmonizam bem com ostras, peixes e frango com molho branco e carnes frias. Os Tintos com massas e frango
Alguns Rosés também são produzidos na região e harmonizam bem com alguns pratos de frutos do mar

Degustação de Vinhos Brasileiros Antes do Embarque!


Agora os passageiros do terminal de embarque internacional de São Paulo podem provar no Duty Free, vinhos do Brasil.
A iniciativa do projeto Wines From Brazil em parceria com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), pretende mostrar aos turistas estrangeiros a qualidade dos vinhos produzidos aqui. Até Fevereiro as marcas que já são vendidas no duty free poderão ser degustadas e vendidas em caixas com uma garrafa de cada produtor: Casa Valduga, Lidio Carraro e Miolo.

Nemorino na Neve!




Nevou bastante ontem na Itália!
Jogos de futebol foram adiados e o pessoal aproveitou para beber um vinho em casa.
Essas fotos foram tiradas pela Mônica, que trabalha na Azienda I Giusti & Zanza, que produz os vinhos Nemorino, Belcore, Perbruno e Dulcamara.
Fica entre Firenze e o mar!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Bordeaux Distribui Prêmios os Melhores do Enoturismo pela Sétima Vez!


A Câmara de comércio de Bordeaux, escolheu pelo sétimo ano consecutivo os melhores do enoturismo na região
Os vencedores são:
Château de Sales, Pomerol. Na categoria arquitetura, parques e jardins.
Château d´Aarsac, Médoc. Na categoria arte e cultura.
Château de Mole, Puisseguin. Na categoria hospedagem.
Château Pape Clément, Pessac. Na categoria organização de eventos.
Winery d’Arsac, Médoc. Na categoria descoberta e inovação
Les vignobles Mabille, Saint Gervais, pela valorização do meio ambiente
O grande vencedor portanto, foi Philippe Raoux (foto), com dois prêmios. Ele é proprietário do Château d’Arsac e criador da Winery.
O Château d’Arsac (foto)já havia conquistado o prêmio por duas vezes pela sua politica cultural ousada que oferece aos visitantes um museu a céu aberto com esculturas gigantes colocadas nos vinhedos.
No caso da Winery, a estrutura metálica chama atenção de todos que passam pela estrada do Médoc. Recebe 30 mil visitantes por ano e acolhe exposições de arte muito interessantes www.winery.fr

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Appellation Clos de Vougeot Grand Cru

Os monges foram os primeiros a plantar vinhas em Clos de Vougeot, mas isso já faz tempo, foi no 12. Hoje, protegidos por um muro de pedra, os vinhedos de Clos de Vougeot são dos mais famosos entre os grands crus da Borgonha. Os vinhedos são divididos entre 80 proprietários. A produção média de cada produtor é de 1000 garrafas. Vougeot e Vougeot Premier Cru são as menores appellations da Borgonha.
Appellation: Appellation Clos de Vougeot Grand Cru, Appellation Vougeot Premier Cru, Appellation Vougeot Controlée
Localização: Côte de Nuits
Vila:
Vougeot
Solo: Argilo-calcário, Cascalho (nos vinhedos mais altos) e Húmus (nos vinhedos mais baixos)
Superfície: 450 hectares
Produção: 220.000 garrafas
Variedade: Pinot Noir
Guarda: 10 a 15 anos
Boas Safras: 2005, 2004, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993
Aromes: Frutas vermelhas, chocolate e alcaçuz
Harmoniza com: Carnes vermelhas grelhadas e com o queijo local Epoisses.

Champagne Oferece os Mesmos Benefícios Para a Saúde que o Vinho Tinto!


Pesquisa liderada pelo Dr Jeremy Spencer da Universidade de Reading, na Inglaterra, concluiu que a Champagne oferece os mesmos benefícios para a saúde que o vinho tinto. O Dr Jeremy Spencer é da Universidade de Reading e o trabalho será publicado no British Journal of Nutrition.
Tudo sem exagero, é claro!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Claro que a Borgonha é a Terra da Pinot Noir e da Chardonnay. O que Pouca Gente Fala, é que Existem Outras Variedades Autorizadas!




A Borgonha é conhecida pelos vinhos tintos de Pinot Noir, os brancos de Chardonnay e Aligoté, tintos de Gammay (no Caso do Passe-Tout-Grains, ou Beaujolais, que também faz parte da Borgonha) e só.
Em Savigny-les-Beaune, Pernand-Vergelesses e Hautes-Côtes de Beaune, por exemplo, existem parcelas e vinhos produzidos com a Beurot (é a Pinot Gris com nome local) utilizada em cortes e até mesmo plantada lado a lado com a Chardonnay.
A Gammay está nos vinhos tintos chamados Bourgogne Grand Ordinaire (100% Gammay) e Bourgogne Passe-Tout-Grains (maximo 2/3 no corte com a Pinot Noir). O bom Bourgogne Aligoté é o vinho certo para o Kir (dink que é uma mistura com o licor de Cassis), embora fora da Borgonha o aperitivo é seja com espumantes ou até Champagnes. As variedes autorizadas são as seguintes: Gamay, Aligoté (que entra também no corte do espumante Crémant de Bourgogne, Sauvignon Blanc (no vinho Sauvignon de Saint-Bris), César (na appellation de Irancy), Pinot Blanc, Pinot Beurot (Pinot Gris) Melon, Sacy...
É verdade que são raras, mas existem e são autorizadas em algumas appellations.
A Aligoté, por exemplo, ocupava um espaço importante na Côte d´Or e Yonne e alguns lotes na colina de Corton, mas há algumas décadas foi perdendo importância e desapareceu das appellations mais importantes, excessão feita ao vinho produzido pelo Domaine Ponsot, em Morey-Saint Denis, um premier Cru. A Aligoté ocupa hoje cerca de 1700 hectares na Borgonha.
A Sauvignon Blanc ocupa apenas 100 hectares no departamento de Yonne, onde se transforma em um vinho branco leve e frutado elaborado com fermentação malolática completa ou parcial mantndo a frescura. Muito raramente passa por barrica.
Mais marginal ainda é a Sauvignon gris, também chamada de Fié Gris. Marginal mas não extinta. O Domaine Goisot utiliza a variedade na elaboração de um bom vinho. Parece com a Sauvignon Blanc, mas rende menos.
A Pinot Beurot ou Pinot Gris pode ser encontrada em Joigny e na região de Epineuil, onde se transforma em um bom vinho pelas mãos de Dominique Gruhier. É encontrada em poucas quantidades na Côte d'Or.
A Pinot Blanc, era confundida com a Chardonnay até 1896. Está nos vinhedos de alguns proprietários da Côte d´Or onde cobre 30 hectares.
Existe também um Pinot Noir Blanc, uma mutação descoberta em 1936 por Henri Gouges, em uma de suas parcelas. É chamada também Pinot Gouges, mas é considerada uma variação bem próxima da Pinot Blanc.
Na Côte d'Or, o Domaine Fougeray de Beauclair produz um Marsannay « Les Saint-Jacques » elaborado com Pinot Blanc e um Marsannay de Pinot Beurot. Também existe Bourgogne Hautes-Côtes de Beaune elaborado com Pinot Beurot.
A César é uma variedade tinta introduzida em Yonne pelas tropas romanas (por isso César ou Romain). Seria um cruzamento natural entre a Pinot Noir e a Argant, uma variedade ancestral que era considerada a melhor da região no final do século 16.
Se transforma em vinhos frutados e tânicos. É autorizada nas appellations Bourgogne Grand Ordinaire e Bourgogne, somente numa parte da região do Yonne. Autorizada também na appellation Irancy, mas somente para corte e no limite de 10%.
Não passam de 8 a 10 hectares nos dias de hoje.
A Auxerrois, variedade branca, é recomendade na região do Yonne, mas não é utilizada.
A Sacy é uma variedade branca que se transforma em vinhos ácidos e alcoólicos.
Dizem que foi trazida da Itália no século 13 pelos monges da abadia de Reigny, perto de Vermenton (Yonne). Continua recomendada na região do Yonne nas appellations Crémant de Bourgogne e Bourgogne Grand Ordinaire, mas está em extinção. Existem alguns vinhedos em torno de Chitry le Fort. É utilizada em cortes dos Crémants do Domaine Verret. Existem também algumas garrafas de Bourgogne Grand Ordinaire 2001 produzidas por Jean-Marc Brocard. Não foi extinta ainda por causa da vila de Saint-Pourçain onde os vinhos são produzidos com a variedade, lá chamada Tressalier.
A Melon é outra variedade branca que faz parte da história da Borgonha. Hoje só é encontrada em torno de Vézelay. É aceita para a appellation Bourgogne Grand Ordinaire e AOC Crémant, como variedade secundária. Não é aceita na nova appellation Bourgogne Vézelay. Outras variedades que são recomendadas ou autorizadas, mas que são muito pouco ou nada utilizadas na região: Tressot (tinta), Cot (tinta), Gascon (tinta), Damery ou Dannery (branca), Roublot ou Aubanne ou César blanc (branca) e Cheignot. Tem ainda as recomendadas pela Onivis da Borgonha e não utilizadas: Abouriou, Arriloba, Chasan, Meunier, Portan. As autorizadas e não utilizadas: Florental, Grolleau, Landal, Léon Millot, Maréchal Foch, Plantet, Ravat Blanc.

Appellation Aloxe-Corton Controlée

Corton é a maior região de Grands Crus na Bourgogne. Este terroir dentro de Aloxe-Corton, chamado também de "la montagne" produz o melhor vinho da Côte de Beaune. Um Corton precisa envelhecer no mínimo 10 anos para desenvolver seus aromas de frutas vermelhas. No topo "la montagne", Corton-Charlemagne é um grande vinho branco da Borgonha. Um dos melhores da região junto com o Montrachet e Mersault. Os outros vinhos são vendidos sob a appellation Aloxe Corton, que são bons tintos a bons preços.

Appellations:Appellation Aloxe-Corton Controlée, Appellation Aloxe-Corton Premier Cru,
Appellation Corton Grand Cru , Appellation Corton Charlemagne Grand Cru

Localização: Norte da Côte de Beaune

Villages: Aloxe-Corton, Ladoix-Serrigny, Pernand-Vergelesses

Solo: Calcário e Marga (um tipo de calcário com uma porcentagem de 35 a 60% de argila)

Superfície: Aloxe Corton: 130 hectares
Corton: 100 hectares
Charlemagne: 60 hectares
Total: 290 hectares

Produção: Aloxe Corton: 750.000 garrafas, Corton: 480.000 garrafas, Charlemagne: 300.000 garrafas. Total: 1.530.000 garrafas. 99% da produção é de tintos.

Variedades: Pinot Noir para os tintos e Chardonnay e Pinot Beurot (Pinot Gris) para os brancos
Guarda: 5 a 15 anos: Aloxe-Corton
10 a 20 ans: Corton et Corton-Charlemagne

Boas Safras: 2005, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993, 1990, 1989, 1988, 1985

Aromas: Frutas vermelhas e trufas nos tintos e Canela, mel e manteiga nos brancos

Harmoniza bem com: Pato, Coq au vin, carnes vermelhas, caça e no caso dos brancos o queijo Reblochon

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Serra e Schwarzenegger no COP 15! Aquecimento Global Vai Mudar o Mundo!

Ontem na conferência das mudanças climáticas em Copenhage o governador de São Paulo, José Serra e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger marcaram presença em um evento paralelo como comandantes de duas das maiores cidades do mundo. Os países ricos continuam adiando decisões.
Pra não dizer que só falei dos vinhos, as mudanças climáticas trarão dificuldades inclusive para
artigos tradicionais que fazem parte dos costumes e cultura de muitos países.
A Itália importará trigo de Grano Duro para produção do Spaghetti!
O departamento meteorológico britânico deve publicar um informe que mostra a diminuição da produção deste tipo de trigo após 2020, com previsão de desaparecimento no final do século.
A França sofrerá principalmente com os vinhos!
O equilíbrio entre doçura e acidez dos vinhos será duramente afetado com o aquecimento e os vinhos perderão a elegância e a excelência que possui há séculos.
A Argentina ficará sem abelhas!
O terceiro maior produtor do mundo atrás da China e Estados Unidos. 22% da cota mundial de mel pertence a Argentina, mas desde 2006, as inundações provocadas pelas mudanças climáticas a produção vem caindo.
Ilhas Maldivas Debaixo d´água!
Quem não viu aquela cena impressionante da moradora das Ilhas Maldivas chorando na Conferência de Copenhague. O arquipélago deve desaparecer com o aumento do nível do mar, causado pelo derretimento das geleiras.
Roupas de algodão 100% serão artigos de luxo. Quem diria!
A África ocidental, região mais importante na produção de algodão, possui agora uma temporada de chuvas de apenas 3 meses, ao invés dos 7 meses. A falta de chuva atrapalha o desenvolvimento da planta e a diminuição já está sendo sentida, com a menor produção dos últimos 20 anos.
O arroz pode sumir do Vietnam!
O volume de exportações já caiu bastante, os preços devem subir cerca de 50% já no próximo ano. A seca inviabiliza o plantio do arroz.
A Vodka também vai sofrer!
O aumento do preço da batata, trigo e outros produtos agrícolas, principalmente na Polônia, já garante uma alta nos preços bem significativa.
Espanha e Portugal secando!
Os estudos mostram que boa parte da Espanha deve virar um deserto. O problema é que o país é um dos maiores exportadores de frutas e hortaliças do mundo.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Domaine de Lischetto - Chardonnay 2008 - Córsega - França


Uma excelente opção de brancos para as festas de final de ano. Vinho de cor palha, com reflexos dourado.
Nariz rico em aromas: abacaxi, pera, pêssego e frutas cítricas.
Na boca é elegante e encorpado, um Chardonnay que lembra bons e caros Borgonhas, por um preço muito melhor. Boa acidez e final longo, com notas minerais.
É importado pelo Empório Sorio, custa 82 reais, vale cada centavo http://www.emporiosorio.com.br/

Appellation Nuits Saint Georges Controlée

A pequena vila de Nuits Saint Georges deu nome a região de Côte de Nuits, região que começa ao sul de Dijon até o limite de Côte de Beaune. Nuits Saint Georges produz principalmente vinhos tintos perfumados com aromas intensos. As vilas que produzem o Côte de Nuits, além é claro de Nuits Saint Georges, são: Chambertin, Morey-Saint-Denis, Chambolle-Musigny, Vougeot e Vosne Romanée.
Appellation: Appellation Nuits Saint Georges Controlée e Appellation Nuits Saint Georges Premier Cru
Vilas: Nuits Saint Georges e Prémeaux
Solo: Argilo-calcário e rochoso
Superfície 300 hectares
Produção 1.7 milhões de garrafas
Variedades: Pinot Noir e Chardonnay (para os poucos brancos da região)
Guarda: 5 a 20 anos
Boas safras: 2005, 2003, 2002, 1999, 1997, 1996, 1993, 1990, 1989, 1988
Aromas: Cereja, Cassis e trufas
Harmoniza bem com carnes de caça assada e carnes com molho de vinho tinto e com os queijos Brie e Cantal.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Appellation Pommard Controlée


Pommard é uma appellation para vinhos tintos. Os vinhos de Pommard estão entre os mais robustos e cheios de taninos da Borgonha. Mostra bem o que significa esta região que utiliza apenas uma variedade de uva e mostra como o terroir é capaz de transformar os vinhos. Os vinhos de Pommard são mais potentes que os vinhos dos vizinhos de Beaune e Volnay. Mesmo sendo uma das appellations mais conhecidas da região, alguns vinhos de Pommard perderam qualidade nas últimas décadas. Hoje os vinhos voltaram a progredir e os próprios produtores da região costumam dizer: Pommard est de retour! (Pommard voltou!).

Appellation: Appellation Pommard Controlée e Appellation Pommard Premier Cru

Localização: Entre Beaune e Volnay

Solo: Calcário e argila vermelha

superfície: 315 hectares

Produção: 1.8 milhões de garrafas

Variedade: Pinot Noir

Tipo de vinho: Tinto rústico, tânico, robusto

Guarda: de 5 a 15 anos

Safras recomendadas: 2005, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993, 1990

Aromas: Cereja preta, Cassis, Cogumelo

Harmoniza bem com carnes de caça, carnes vermelhas assadas e com o queijo Livarot.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Pinot Noir 2005 - Domaine Ballorin & F


Este é um verdadeiro vin de garage da Borgonha. É produzido pelo casal Fabienne e Giles Ballorin. Os dois são apaixonados por vinho e pela terra. O cultivo é biodinâmico. A vinícola fica em Morey Saint Denis, norte da Côte de Nuits. Eles trabalham com apenas 3 hectares de vinhedos em diferentes parcelas e Appellations regionais.
Este vinho é um Borgonha bem característico, com cor vermelho claro, notas de cereja e morango e corpo médio. O final é bastante agradável. Tem13% de teor alcoolico e o produtor recomenda servi-lo a 16 graus.
É importado pela Santa Ceia Vinhos www.santaceiavinhos.com.br

Romanée Conti, Vosne Romanée e os Vinhos Mais Famosos da Borgonha!


Vosne Romanée é o terroir do grande Romanée Conti. A pequena Vosne Romanée é uma das menores vilas da Borgonha.
Os vinhedos em torno, são de alguns Grand Crus, como o Grands-Echezeaux e Richebourg, o que transforma a pequena Vosne Romanée no melhor terroir para tintos da Borgonha.
Vamos falar das Appellations:
Appellation Vosne Romanée Controlée
Appellation Vosne Romanée Premier Cru
Localização: Norte da Côte de Nuits
Vilas: Vosne Romanée e Flagey-Échezeaux
Solo: Argila
Superficie: 150 hectares
Produção: 900.000 garrafas (só tintos)
Variedade: Pinot Noir
Tipo de vinho: Tinto muito elegante
Guarda: 5 a 15 anos
Safras recomendadas: 2005, 2004, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993
Aromas: Cereja e morango
Harmoniza bem com Coq au Vin, carnes vermelhas assadas e com o queijo Saint Nectaire

Grands Crus de Vosne Romanée:
Appellation La Romanée Grand Cru
Appellation La Tâche Grand Cru
Appellation Richebourg Grand Cru
Appellation La Grande Rue Grand Cru
Appellation Romanée Saint Viviant Grand Cru
Safras recomendadas: 2005, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993, 1990, 1989, 1988

La Romanée Conti
Entre Gevrey e Vougeot, a parcela batisada Romanée-Conti não é diferente das anteriores a primeira vista. La Romanée-Conti cobre apenas 1,8 hectares. Virada para o sul, até Richebourg. O solo apresenta uma camada muito fina de argila diferente da argila encontrada em seus vizinhos. Drenagem natural perfeita. Foram os monges do Mosteiro de Saint-Viviant, que delimitaram a região. A Pinot Noir que os monges procuraram nas matas da Borgonha foram selecionadas com muito cuidado. Existe uma integração perfeita entre as uvas, o solo, o clima, a exposição ao sol e a quantidade de água.
Os vinhos são raros e caros, o cliente não pode comprar uma caixa de Romanée Conti. Em uma caixa de 12 garrafas, uma é de Romanée-Conti, as outras 12 (também excelentes) são de outros vinhos do produtor.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Raiano Irpinia 2003 IGT - Villa Raiano - Itália


Vinho elaborado com Aglianico 100%.
Os vinhedos de 30 anos e estágio de 8 meses em barricas novas francesas.
A cor é rubi. No nariz é um vinho com notas florais, alcaçuz, cravo, cereja...
Na boca é macio e muito elegante. Lembra um bordeaux. Incrível, já que as uvas possuem características diferentes, tivesse Merlot no corte, como alguns IGT de Aglianico, estaria explicado, mas ó rótulo indica 100% Aglianico. Talvez a madeira francesa nova seja a responsável. O vinho é macio, com final longo, taninos finos e notas de pimenta negra.
Importado pela D'olivino www.dolivino.com.br

Ingleses Combatem o Alcoolismo com Aula de Degustação de Vinhos!

As grandes ideias estão sempre mais próximas do que parece. Os problemas de alcoolismo preocupam os britânicos, por isso a professora Rachel Huntley, resolveu inovar e criou o primeiro clube de degustação de vinhos em uma escola. A Malvern St James School for Girls, em Worcestershire é uma escola tradicional e com esta medida se tornou pioneira na educação e prevenção contra o alcoolismo. A partir dos 16 anos, as alunas já participam da escola. Com isso, as adolescentes se afastaram da cultura de consumo dos adolescentes que procura beber o máximo no menor espaço de tempo, justamente para ficar bêbado. A professora disse que a ideia é introduzir as meninas e seus amigos aos bons vinhos, mostrar a complexidade, ensinar e desenvolver o interesse pela elaboração dos vinhos e mostrar que o é no consumo moderado que está o grande prazer. Segundo ela, quem conhece a bebida mais cedo, com a aprovação dos pais, tem menos chances de se tornar viciado em álcool. Nas aulas são debatidos vinhos e regiões, muitas vezes acompanhados da culinária da região. Também na Inglaterra o consumo de bebidas alcoólicas para menores de idade é proibido, mas no caso das aulas, em ambientes reservados e controlados a iniciativa foi aprovada.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Appellation Gevrey Chambertin Controlée

Gevrey-Chambertin é a maior appellation de Côte de Nuits, além de ser um dos mais famosos vinhos da Borgonha.
É uma appellation onde o terroir e o trabalho do produtor faz grande diferença. Existem vinhos excepcionais e outros apenas corretos.
Os melhores grands crus de Gevrey-Chambertin são Chambertin e Clos de Bèze. Estão entre os melhores vinhos do mundo.
Appellation:
Appellation Gevrey Chambertin Premier Cru
Appellation Gevrey Chambertin Controlée
e 9 Grand Crus em Gevrey Chambertin
Villages: Gevrey Chambertin e Brochon
Solo: Cascalho de calcário e argilo-calcário
Superfície: 400 hectares
Produção: 2.3 milhões de garrafas
Variedade: Pinot Noir
Tipo de vinho: Tintos (só tintos) frutados e elegantes
Guarda: 5 a 25 anos
Boas safras: 2005, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993, 1990, 1989, 1988, 1985
Aromas: Cereja, alcaçuz e cogumelos
Harmoniza bem com carnes vermelhas grelhadas ou assadas.

Paris Logo Ali!


Uma amiga mais do que acostumada com a cozinha de grandes chefs e restaurantes premiados e badalados me sugeriu: Um bistrô novo, na Rua Pinheiros. Le Jazz, na verdade Brasserie.
Acabou de ser inaugurado!

Quando cheguei o manobrista me avisou que teria uma pequena espera.

Acabou de inaugurar e tem espera? deve ser coisa boa!
Logo na entrada fiquei bem impressionado. Paredes com fotos de grandes nomes do jazz, fotos e cartazes de shows. Peguei a carta de vinhos e vi que embora fosse 100% da Mistral, os preços eram justos e as opções de vinhos em taça, vinhos em meia garrafa e vinhos de qualidade não faltavam.
Um dos sócios da casa (o Gil ) disse que esperaria cerca de 20 minutos. Passou voando!
Me distraí com os pratos que passavam a minha frente como num verdadeiro bistrô parisiense.
Croques, Omeletes e Quiches dividiam espaço com Entrecôtes, Cassoulet (o prato do dia) cordeiro e pato.
Vi que os preços eram também excelentes.

Como estávamos em 3 tive uma boa mostra do talento do chef Chico Ferreira.
Minha mulher pediu o Cassoulet, minha amiga o Entrecôte e eu a Tagine de Cordeiro. Provei o prato das duas, é claro!
Os três estavam perfeitos.
O vinho era o Château Bel Air, um vinho de Bordeaux com boa relação preço/qualidade que não fez feio com os pratos escolhidos.
Depois veio a esplicação pra tudo isso. Os dois sócios transitaram pelo que os franceses dizem Haut de Gamme da gastronômia mundial. Chico estagiou com Patrick Le Clec'h, no restaurante Villa Lys, dentro do Palais Royal, e Gil trabalhou no hotel George V. Vale a pena conferir, desde um simples quiche ou croque até pratos bem elaborados e boas sobremesas.
A quiche do dia com salada verde custa 18,50 e o a Tagine de Cordeiro, com especiarias, favas e confit de limão siciliano e cuscuz marroquino 28,50. Vale cada centavo!
Le Jazz Brasserie
Endereço: Rua Pinheiros, 254 – Telefone: (11) 2359-8141
Horários: terça a sábado, das 12h às 15h30 e das 20h às 24h/ domingo, das 12h às 17h

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

COP 15 = Decepção


Viticultores independentes da França se juntaram ao Greenpeace para pedir ao governo francês atitudes positivas no COP 15, conferência sobre as mudanças climáticas, que acontece até dia 18 na Dinamarca. Os produtores disseram que as coisas estão evoluindo muito rápido em seus terroirs e não se pode perder tempo.
As colheitas antecipadas e o amadurecimento acelerado das uvas já está sendo sentido.
Os principais sintomas no vinhos são: baixos rendimentos, alta do teor alcoólico e perda do perfil aromático.
Os mais prejudicados são os produtores da Borgonha, que chegam a prever o abandono da Pinot Noir se nenhuma atitude for tomada.
Segundo os produtores é como se a Borgonha de repente virasse o Rhône, e no Rhône não existe Pinot Noir.
O diretor do Greenpeace na França disse que o mundo tem apenas 4 ou 5 anos para diminuir a emissão de poluentes.
Pelo que se viu até agora, os países ricos não querem ajudar!

Appellation Pouilly Fuissé Controlée

Pouilly e Fuissé são duas vilas distintas da região do Mâconnais. A superfície de vinhedos cobre4 villages. O que contribui para a fama da região são seus vinhos brancos chamados Pouilly Fuissé. Os vinhos são melhores se tomados pelo menos 5 anos após a safra. Digo após por ser um vinho que pode envelhecer por 20 anos ou mais.
Vale o aviso: Não confunda o Pouilly Fuissé (da Borgonha) com o Pouilly Fumé (do Loire).
Appellation:
Appellation Pouilly Fuissé Controlée
Localização: em torno de Mâcon
Villages: Fuissé, Chaintré, Solutré-Pouilly, Vergisson
Solo: Argilo-calcário
Superfície: 875 hectares
Produção: 5.8 milhões de garrafas
Variedade: Chardonnay
Tipo de vinho: Branco seco complexo
Guarda: de 5 a 20 anos de acordo com a qualidade e proposta do produtor
Boas safras: 2005, 2003, 2002, 2001
Aromas: amêndoa, avelã e flores brancas
Harmoniza bem com Ostras, peixes e frutos do mar, além de ser muito consumido com o queijo
da região, o Mâconnais.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Appellation Givry Controlée

A bela cidade de Givry fica aos lado de Chalon sur Saône e além dos vinhos possui atrações históricas interessantes.
Os vinhos de Givry não são os mais badalados da Borgonha, mas uma nova geração de produtores começa a mostrar vinhos muito interessantes.
Os tintos são bastante parecidos com os vinhos de Mercurey e os brancos, em quantidade inferior, são bastante agradáveis.
Appellation:
Appellation Givry Controlée
Appellation Givry Premier Cru
localização: próximo de Chalon sur Saône, 6km ao sul de Mercurey
Villages: Givry, Dracy-le-Fort, Jambles
Solo: Argila e calcário
Superfície: 220 hectares
Produção: 1.4 milhões de garrafas
Variedades: Pinot Noir e Chardonnay
Guarda: 3 a 7 anos
Boas Safras: 2005, 2003, 2002
Aromas: Cereja e Framboesa para os tintos e maçã, amêndoas e florais para os brancos
Os tintos harmonizam bem com carnes vermelhas e os brancos com peixes e queijos Brie de Meaux e Parmesão.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Appellation Côte de Beaune Controlée

A Côte de Beaune começa alguns quilômetros aos sul de Nuits Saint-Georges, na village de Ladoix.
A appellation Côte de Beaune é dada aos vinhos produzidos na cidade de Beaune e nas 16 villages em volta de Beaune.
Os tintos são reconhecidos pelos aromas de morango e menos corpo e maturação mais rápida que os vinhos da Appellation Côtes de Nuits.
Os brancos possuem uma cor amarelo palha, são robustos e bastante secos.
Appellation:
Appellation Côte de Beaune Controlée
Localização: "montagne" de Beaune
Villages: Beaune e outras 16 villages
Solo: Calcário
Superfície: 35 hectares
Produção: 170.000 garrafas 2/3 de tintos e 1/3 de brancos
Variedades: Pinot Noir para os tintos e Chardonnay para os brancos
Tipo de vinho: Tintos leves e frutados e brancos secos
Guarda: 2 a 5 anos
Boas safras: 2005, 2003, 2002
Aromas: Framboesa para os tintos e flores brancas e grape fruit para os brancos.
Harmoniza bem com os Escargots e os queijos Emmental e Reblochon

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

7 Blogueiros, 12 Vinhos, 13 garrafas...



A escolha do Varanda Grill para uma confraternização de blogueiros do vinhos não poderia ser melhor. O sommelier Thiago Locatelli é de uma competência impressionante, a adega do restaurante está entre as melhores do Brasil (se não for a melhor), as carnes servidas no restaurante são acima de qualquer comentário e se o assunto é o vinho, melhor ainda. Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Cláudio do Le vin au Blog, que veio do Rio de Janeiro para o encontro.
Lá estávamos nós: João Felipe do falandodevinhos.wordpress.com , Cristiano Orlandi do vivendovinhos.blogspot.com, Daniel Perches do vinhosdecorte.com.br, Cláudio do levinaublog.blogspot.com, Alexandre Frias do diariodebaco.com.br e Paulo Queiroz, do nossovinho.com.
Foram 12 garrafas: Brédif Vouvray Brut (duas garrafas), Prios Maximus Roble Crianza, Erasmo, Abadia de San Quirce, Quinta da Leda, Afincado, Juan Rojo, Montus, Lucarelli Primitivo, John Duval.
Quantidade suficiente para um almoço inesquecível.
Enquanto comentávamos sobre os melhores do dia e o Quinta da Leda estava sempre na lista dos top 3, o Paulo pediu a carta de vinhos, chamou o Thiago e poucos minutos depois lá estava uma garrafa do Tignanello. Uma das jóias supertoscanas saídas dos vinhedos da família Antinori.
Sem comentários!
Bom perceber que os outros não fizeram feio. Alguns chegaram bem perto!
Mas o Tignanello!!!

Começa Hoje em Copenhage Conferência Sobre As Mudanças Climáticas. Viticultores Estão Preocupados


Começa hoje e vai até o dia 18 a conferência da ONU sobre as mudanças climáticas. Alguns grandes produtores viajaram pra lá. Fazem o que podem para evitar que suas regiões produtoras não percam importância para a próxima geração (isso mesmo, no singular). Este ano as colheitas na Europa adiantaram de 15 a 30 dias dependendo da região. As uvas estavam maduras por fora e com as sementes ainda verdes, o que desequilibra os vinhos e torna os taninos mais pegajosos.
Na verdade poucos acreditam em decisões importantes dos maiores poluidores (Estados Unidos, por exemplo).
Vamos torcer para que o tempo não seja tão curto pra que a situação seja revertida e que a Borgonha continue sendo a Borgonha, o Duero continue sendo o Duero e assim por diante.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Appellation Chablis Controlée


A cidade de Chablis virou nome de um dos vinhos brancos mais famosos do mundo. Fica ao norte da Borgonha, a 200 quilômetros de Paris
A única variedade utilizada para elaboração dos vinhos de Chablis é a Chardonnay.
Os vinhedos foram plantados em um solo calcário rico em fósseis, principalmente ostras. Do tempo distante em que a Borgonha ficava em baixo d'água.
Os vinhos são vivos, bastante socos, com uma acidez bastante refrescante e cheios de mineralidade. No nariz aparecem aromas de maçã verde e limão. Na boca muitas vezes sentimos também flores e baunilha.
Appellations: Appellation Chablis Grand Cru Controlée, Appellation Chablis Premiere Cru Controlée, Appellation Chablis Controlée, Appellations Petit Chablis Controlée
Villages mais importantes entre 18: Chablis, Beines, Fontenay
Solo: Argilo Calcário e Fósseis
Superfície: 4.300 hectares Produção: 32 milhões de garrafas
Variedade:
Chardonnay
Tipo de vinho: Branco seco frutado
Guarda: 3 a 7 anos para os Premier Cru, 5 a 12 anos para os Grand Cru e 2 a 5 anos para os demais
Boas Safras: 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2005
Aromas: mineral, avelã, manteiga, maçã verde, baunilha e flores
Harmoniza bem com salmão grelhado, lagosta, moluscos, aves, carnes brancas e muitas vezes, de acordo com a quantidade utilizada, com pratos a base de curry. Acompanha bem queijos de cabra.

sábado, 5 de dezembro de 2009

La Tour D´Argent Vende Uma Parte de Seus Vinhos. Deu no Le Figaro!

Em 30 anos a adega do restaurante La Tour d'Argent, em Paris, não parou de crescer. São
450 000 garrafas contra 200 000 em 1981. Raridades como Château Citran 1858 (o mais antigo da adega), Château Gruaud-Larose 1870, Château d'Yquem 1871, Château Rayne-Vigneau 1874, Chambertin 1865, Clos de Vougeot 1870, Romanée-Conti 1874. Tesouros que devem permanecer na adega. Hoje a tendência do consumidor é pelos vinhos com boa relação preço/qualidade. Sem falar na crise. Por isso o restaurante procurou a casa de vendas Piasa para colocar a venda 18000 garrafas. O chef sommelier David Ridgway garante que não precisam de um stock deste tamanho e precisam de espaço na adega para continuar comprando vinhos jovens que envelheçam bem pelos próximos 20 ou 30 anos.
O interesse pelas garrafas é muito grande, pois saíram direto dos produtores para a adega climatizada e jamais saíram de lá. A adega do Tour D´Argent tem a reputação de ser a melhor do mundo também em termos técnicos de conservação.
Mesmo assim as garrafas serão vendidas a preço de mercado, sem levar em conta o chamado "efeito Tour D´Argent".
Do Rhône por exemplo, terá o Châteauneuf-du-Pape Beaucastel 1999 (de 420 a 480 euros as 12 garrafas), le Cornas Clape 2002 (de 140 a 180 euros 12 garrafas, côtes-du-rhône Coudoulet Beaucastel 2004 (de 70 a 90 euros as 12 garrafas).
Entre os Bordeaux tintos o Château Haut-Brion, 1er Cru Pessac-Léognan 1964 (de 320 a 360 euros 2 garrafas) Vieux Château Certan Pomerol 1966 (de 330 a 360 euros 3 garrafas).
Da Bourgogne (tintos) Pommard Rugiens 1978 (de 150 a 180 euros 3 garrafas), vosne-romanée do domaine de René Engel 1988 (de 300 à 360 12 garrafas), nuits-saint-georges Clos des Porrêts d'Henri Gouges 1995 (de 420 a 480 euros 12 garrafas). Do Loire, o Pouilly Fumé Silex de Didier Dagueneau de 1995 (de 630 a 720 euros 9 garrafas). Tem também o vinho do Porto Vintage Nacional Noval de 1963 (de 1 300 a 1 500 euros 3 garrafas).
David Ridgway afirmou no entanto que a venda não é destinada a colecionadores.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tokay Appellation Alsace Controlée


O Tokay d'Alsace é elaborado 100% com a Pinot Gris. Não existe nenhuma relação com o Tokaji da Hungria.
São vinhos brancos potentes e redondos que podem ser facilmente harmonizados com carnes vermelhas. Apesar de harmonizar também com alguns pratos de carnes brancas e o foie gras.
Appellation: Tokay Appellation Alsace Controlée
Villages: Guebwiller, Orschiwihr, Ribeauville, Riquewihr, Rorschwihr, etc...
Solo: Argilo-calcário
Superfície: 1.305 hectares
Produção: 22 milhões de garrafas
Variedade: Pinot Gris
Tipo de vinho: Vinho branco seco e encorpado
Guarda: 2 a 6 anos
Melhores Safras: 2005, 2003
Aromas: Frutas secas, champignon, mel e especiarias Harmoniza bem com carnes brancas, Foie Gras e Quiche Lorraine, além dos queijos Langres e Pont l´Eveque

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Loteamento em Sauternes! Que Loucura!

A foto mostra a colheita manual das uvas atacadas pela podridão nobre, que dá a doçura incomparável aos vinhos da região.


Parece brincadeira!
Um dos terroirs mais importantes do planeta pode ter uma parte de 15 hectares transformada em loteamento.
Os produtores de Sauternes estão furiosos com a prefeitura de Barsac, que pretende cometer o "crime".
A briga promete ser dura. O plateau fica no meio de um terroir desejado por viticultores do mundo inteiro, de onde saem os vinhos doces mais importantes do planeta. Políticos são políticos aqui, lá, em todo lugar.
Para os produtores da região se trata de um ataque insuportável.